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Zoonoses e Defesa Civil integram informações sobre riscos com animais


29/06/2022 - 20:15




O que fazer quando um morcego invade a sua casa? Ou quando um enxame de abelhas ameça a vizinhança? E pior ainda: quando isso acontece no fim de semana ou feriado?

 

 

Como a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) da Prefeitura, setor encarregado de dar atendimento a essas demandas, atua em esquema de plantão aos sábados, domingos e feriados, a maioria das pessoas tem a resposta pronta: ligar para o 199 da Defesa Civil.

 

 

Por isso, os agentes desse serviço precisam estar plenamente capacitados para lidar com ameaças que, ao invés de se concretizarem em tempestades ou enchentes, se traduzem em, por exemplo, insetos.

 

 

Foi para equacionar questões como essas, e aprimorar o atendimento à população, que a UVZ ministrou treinamento para os técnicos da Defesa Civil na tarde desta quarta-feira, dia 29. A fim de capacitá-los para o atendimento imediato das solicitações, orientando quem está do outro lado do telefone, geralmente com medo e muitas dúvidas, enquanto providencia o contato com a Zoonoses.

 

 

A coordenadora da UVZ, Elen Fagundes Costa, destacou que é fundamental esse diálogo entre os serviços, uma vez que eles funcionam de maneira integrada. “Essa troca de informações é muito importante, muitas situações surgem e os fluxos de atendimento devem ser ajustados de acordo”, explicou.

 

 

Segundo o diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado, essa parceria é importante para a prevenção de futuras pandemias. “Uma simples ocorrência relacionada a um animal pode representar o indício de um problema de saúde pública”, ressaltou.

 

 

Temas do treinamento

 

 

O Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-Geo) da Fundação Oswaldo Cruz foi um dos temas abordados na capacitação. A plataforma é utilizada por técnicos de diversas áreas da saúde, Defesa Civil e meio ambiente para registro do encontro de animais silvestres.

 

 

Outra pauta do treinamento foi o recolhimento de animais mortos, como os primatas não-humanos, como saguis, além de gambás, ouriços, cachorros do mato, entre outros. Segundo a apresentação do médico veterinário da UVZ, Celino Simões de Lima, somente de janeiro a maio de 2022 foram recolhidos 21 desses animais. Por meio de uma parceria com o Instituto Adolfo Lutz, as amostras são direcionadas para análise. “É muito importante que o recolhimento e o posterior diagnóstico sejam feitom”, disse o técnico em agropecuária da UVZ, Vladson Barbi de Mello.

 

 

A orientação aos munícipes quanto ao que fazer ao encontrar animais peçonhentos ou se deparar com um enxame também foi abordada. Neste último caso, por exemplo, a Zoonoses enfatizou que deve ser levada em conta a situação relatada, a existência de vítimas e até a eventual necessidade de acionar os Bombeiros. O caso também deve ser passado aos plantonistas da UVZ para que façam a avaliação sobre a necessidade de intervenção, de acordo com o risco.

 

 

Morcegos 

 

O treinamento incluiu orientações sobre morcegos, no âmbito do Programa de Vigilância, Prevenção e Controle da Raiva. A médica veterinária da UVZ, Aline Nitsche, incluive mostrou espécimes preservadas, para que a equipe pudesse conhecer e entender melhor esses animais.

 

 

Aline destacou a importância de preservar os morcegos, que são “importantes polinizadores, os maiores reflorestadores naturais do planeta, além de realizarem controle de insetos e serem importantes para estudos na área médica”. Mas ela também lembrou que os morcegos podem transmitir o vírus da raiva aos humanos e a outros animais. “É fundamental que a população esteja bem informada sobre isso”, disse a veterinária.

 

 

Durante o curso desta quarta, os agentes da Defesa Civil ouviram que a transmissão da raiva ocorre por contato direto, com uma mordida ou uma lambedura do morcego, por exemplo. Por isso, ao encontrar um animal em condições suspeitas - caídos ou expostos à luz do sol - é preciso imobilizá-lo, se for possível, colocando um balde sobre ele, por exemplo. Depois, afastar crianças e animais domésticos e acionar a UVZ (3245-1219). Ou, aos finais de semana, ligar para a Defesa Civil (199).

 


Contatos

 

Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) – telefone 3245-1219

 

Defesa Civil – telefone 199


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Crédito: Divulgação

Foto: A veterinária Aline Nitsche durante o treinamento  | Crédito: Divulgação

A veterinária Aline Nitsche durante o treinamento