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Prefeito busca na França apoio ao Agropolo Campinas


21/03/2016 - 12:23




O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, passa a semana de 21 a 25 de março em Montpellier, na França, onde busca acordo de cooperação internacional para o Agropolo Campinas, criado em junho do ano passado. Donizette também vai apresentar as vantagens da cidade para os empresários franceses, com o objetivo de atrair investimentos. Participam da viagem representes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira assume a Prefeitura interinamente até sexta-feira.
 
A visita tem o objetivo de estabelecer um intercâmbio de experiências em urbanismo, além da produção de conhecimentos estratégicos e produtos inovadores para a cadeia produtiva do setor agroalimentar.
 
O Agropolo Campinas – Brasil envolve empresas, institutos de pesquisa e universidades que atuam nas áreas de agricultura, alimentação, biotecnologia, biodiversidade e bioenergia. Está fundamentado no conceito da “inovação colaborativa”, definida como uma nova estratégia de promover pesquisa, desenvolvimento e inovações tecnológicas de produtos e serviços.
 
Em Campinas, o prefeito Jonas Donizette é o presidente do Conselho Administrativo do Agropolo. O objetivo desse Conselho é estimular a cooperação científica e tecnológica entre instituições de ensino e pesquisa e o setor produtivo. O modelo é inspirado na cidade de Montpellier, na França, onde funciona órgão semelhante (Agropolis). A iniciativa pretende fomentar a formação de um Parque Tecnológico Agroalimentar em Campinas.
 
O acordo que criou o Agropolo conta com as participações da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo; Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, por meio do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e do Instituto Biológico (IB); Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); a Associtech Techno Park Campinas e a Agropolis. A Embrapa e o Consulado Geral da França, em São Paulo, são apoiadores do acordo.
 
A Agropolis International foi criada em 1986. É considerada uma das maiores concentrações de competências nas áreas de agricultura, alimentação, biodiversidade e meio ambiente.
 
Vocação de Campinas
Campinas teve uma vocação agrícola desde sua origem. Plantações de cana-de-açúcar dominavam a paisagem entre o fim do século XVIII e início do século XIX. Atualmente, possui uma área rural com extensão de 407,5 km2 (51,2% dos 796,4 km2 de área total do município), que pode ser comparada às áreas totais de municípios brasileiros, como Belo Horizonte - MG (área total de 331,4 km2), Curitiba - PR (área total de 331,4 km2) e Porto Alegre - RS (área total de 331,4 km2). Os dados são do IBGE, 2010. 
 
Em torno de 1860, Campinas mostrava, pela primeira vez, sua feição de superdotada com o cultivo do café: era a maior produtora do estado e a cidade mais rica de São Paulo.
O século XX foi marcado por uma nova vocação econômica: a industrialização e, depois, o setor terciário. Campinas tornou-se um centro urbano.
 
Mas essa nova realidade não afastou a cidade de sua vocação original. No lugar de centro agrícola, a cidade passou a se destacar com instituições de pesquisa na área de agricultura: o Instituto Agronômico de Campinas – IAC (1887), o Instituto Biológico (1937), a Unicamp (1966), o Ital (1969) e a Embrapa Campinas (1989). Em 2014, a Prefeitura instituiu o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e do Agronegócio.
 
Dessa forma, Campinas tem um grande potencial para o desenvolvimento do Parque Tecnológico Agroalimentar. 
 
Sobre a Agropolis Internacional
A associação francesa Agropolis Internacional é financiada e administrada por instituições da comunidade científica regional de Languedoc-Roussillon, em Montpellier (França).
Ela é voltada para a pesquisa agronômica e o desenvolvimento sustentável. É aberta a todas as iniciativas de parcerias que têm como objetivo o desenvolvimento econômico sustentável dentro do setor agroalimentar. Funciona como uma plataforma científica voltada às características e interesses das regiões mediterrânea e sul da França.
 
São mais de 2.200 gestores científicos distribuídos em 110 unidades de pesquisa em montpellier e na região languedoc-roussilon, incluindo 300 cientistas no Exterior, em 60 países.

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