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Bens Tombados


Processo Nº 01/99


Praça Bento Quirino e Antônio Pompeu, Monumentos a Bento Quirino e a César Bierrembach, túmulo de Carlos Gomes e Basílica de Nossa Senhora do Carmo



Resolução n°. 050 de 13/05/2004

Descrição

Praça Bento Quirino e Antonio Pompeu

Localizada entre as ruas Barreto Leme, Sacramento, Barão de Jaguara e Av. Benjamin Constant, na região do "marco zero" da Vila de São Carlos, a Praça Bento Quirino é portadora das marcas históricas mais antigas de Campinas.
Testemunho da transformação de Campinas de "bairro rural" em Freguesia (1774), foi nas suas imediações que, no último quarto do século XVIII, desenhou-se o traçado das primeiras ruas do povoado. 

Entre as praças Bento Quirino e Antonio Pompeu (pequeno jardim localizado entre o Jockey Club e a Rua Tomás Alves), delimitou-se o centro tradicional da cidade, instalando-se nesta área a primeira igreja matriz, o cemitério e os principais edifícios da Freguesia. Na atual Praça Bento Quirino é ainda possível ver dois monumentos importantes: o monumento-túmulo de Carlos Gomes, obra do escultor Rodolfo Bernadelli, (há uma cópia desse monumento defronte ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro) e o monumento a Bento Quirino, obra do escultor Zeni, executada no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Monumento a Bento Quirino

Estátua em bronze sobre pedestal de granito cinza. Obra do escultor Amadeu Zeni, executada no Liceu de Artes e Ofício de São Paulo. Inaugurado em 18 de abril de 1918 no saguão do antigo Instituto Profissional Bento Quirino, hoje denominado Escola Profissional Bento Quirino, edifício atualmente ocupado pelo Colégio Técnico da Unicamp e depois transferido para a praça em seu nome, em 18 de abril de 1937, quando do centenário de seu nascimento. Bento Quirino dos Santos nasceu e morreu em Campinas. Comerciante abastado, prestou relevantes serviços à população por ocasião da epidemia de febre amarela, no final do século XIX. Presidente da Cia Mogiana de Estrada de Ferro. 

Filantropo, colaborou na fundação da Santa Casa de Misericórdia de Campinas, da qual foi provedor e grande benemérito. Fundou e presidiu a Cia Campineira de Águas e Esgotos e a Cia Campineira de Iluminação à Gás. Abolicionista, republicano, foi delegado de polícia de Campinas após a proclamação da República. Participou da Convenção Republicana de Itú em 1873. Juiz de Paz em Campinas. Vereador à Câmara Municipal e co-fundador do Clube Semanal de Cultura Artística.

Túmulo de Carlos Gomes

Monumento-túmulo de granito ostentando em corpo inteiro a estátua em bronze do maestro, que se apresenta em atitude de regente de orquestra. Na base, uma figura de mulher, também em bronze, representa a cidade de Campinas. Obra do escultor Rodolfo Bernadelli. 

Antônio Carlos Gomes nasceu em Campinas em 11 de julho de 1836. Filho e irmão de maestros, desde cedo revelou seus pendores musicais. Estimulado e amparado pelo Imperador D. Pedro II, frequentou o Conservatório Musical do Rio de Janeiro. Em 1861 regeu sua primeira ópera "A Noite do Castelo". Ainda no Rio de Janeiro compôs a sua segunda ópera, "Joana de Flandres" (1863), obtendo então, uma bolsa para estudar na Itália. Diplomou-se como maestro-compositor no Conservatório de Milão em 1866. Alcançou o ápice da carreira artística com sua ópera "o Guarani", levada à cena no teatro Scala de Milão, em 1870. Escreveu ainda notáveis peças musicais, como as óperas "Fosca" (1873), "Salvador Rosa" (1874), "Maria Tudor" (1878), "O Escravo" (1.889), "Condor" (1891) e o poema "Colombo" (1892). Ë considerado o maior gênio musical das Américas. Morreu em Belém do Pará em 16 de setembro de 1.896, sendo seu corpo conduzido para Campinas e aqui enterrado em seu monumento-túmulo em 2 de julho de 1905.

Basílica de Nossa Senhora do Carmo

Localizada na Praça Bento Quirino, marco zero da Vila de São Carlos e espaço emblemático de uma Campinas opulenta, a Basílica do Carmo é testemunho das transformações da vida social urbana campineira. 
Construída em estilo neogótico, com influências do Ecletismo, a Basílica do Carmo compõe-se de duas torres pinaculares, janelas e portas semiogivaes com muitas esculturas.

As pinturas realizadas nas paredes, que acompanham a nave central, exibem ícones de várias épocas, de modo a tornar o ambiente fartamente colorido, com vitrais tecnicamente bem executados, bem como relevos em bronze, de Coluccini.
O altar mor se encontra abaixo de uma cúpula forrada pela pintura de Gaelano Miani (pinturas realizadas na década de 40), na qual se destaca a cena do Juízo Final que se encontra atrás do altar mor feito com mármore branco e detalhes em mármore azul e rosa.
(Ref.: site Secretaria de Turismo/PMC)

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