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A área em que atualmente se encontra o Bosque
dos Alemães foi doada ä Prefeitura
de Campinas em 1928 pela San Paulo Land Company Limited,
nas proximidades da então Vila Mac Hardy;
o bosque - um resquício de mata do complexo do
planalto central - passava nesta ocasião a integrar
o Jardim Guanabara, em formação. No curso
das décadas seguintes, a ausência de cercas
ou alambrados de proteção, os cortes de
algumas árvores e o acúmulo de detritos
urbanos danificaram a vegetação criando-se
dificuldades de preservação e renovação
da cobertura vegetal. No final da década de 1970,
no entanto, o Bosque dos Alemães
mereceria um novo projeto de reurbanização,
mais atento aos processos de destruição
e ä urgência de se instalar mecanismos de
controle e preservação da mata - uma mata
que, ainda neste período, mantinha viva cerca
de 80% de sua flora nativa (composta de tamboril, guaporuvu,
canela-batalha, pau-de-óleo, jequitibá
branco ou ainda guaçatanga, cafezinho e manduirana
O Bosque foi cercado por alambrados e controlado por
quatro portões de acesso, sendo instalados em
seu interior novos equipamentos de lazer sintonizados
com a paisagem nativa. Neste caso, foram utilizados
materiais puros e regionais como o varvito de
itu no piso, o saibro no parquinho e os troncos
de madeira nos bancos; os passeios foram traçados
com a intenção de reforçar a percepção
da flora; os trabalhos de paisagismo se voltaram para
a auxiliar a reprodução das espécies
originais. Datada do final da década de 1970,
a reurbanização do Bosque dos Alemães
ou da Praça João Lech Jr nos permite conhecer
e nos encantar com uma área de 20.580m2 de bosque,
de inigualável significação ambiental.
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