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DEPARTAMENTO SOLAR DO OBSERVATÓRIO MUNIC. DE CAMPINAS “JEAN NICOLINI” E OBSERVATÓRIO DO CAPRICÓRNIO.
Por: Walter J. Maluf – wjmaluf@yahoo.com.br
As observações solares do Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini e Capricórnio, teve a sua origem em 15 de outubro de 1948 quando da fundação do Observatório do Capricórnio, na Vila Olímpia em São Paulo, por Jean Nicolini.
Desde então Jean Nicolini fazia sistematicamente e diariamente suas observações solares.
Com o passar dos anos, Jean tornou-se um dos principais observadores do astro-rei, sendo citado em muitos periódicos e revistas especializadas de Astronomia, passando a ser um referencial na pesquisa solar nacional e mundial.
Em 1970 por questões técnicas e outras, o Observatório do Capricórnio juntamente com seu fundador, deixam a cidade de São Paulo instalando-se na cidade de Atibaia, interior de São Paulo, escolhida por seu clima e permanecendo ali por seis anos.
A partir de l976 a convite do então prefeito municipal de Campinas Dr. Lauro Péricles Gonçalves, Jean Nicolini transferiu definitivamente o Observatório do Capricórnio de Atibaia para junto do Observatório de Campinas, desenvolvendo trabalhos em parcerias e, conseqüentemente, as observações do Sol eram realizadas sob a direção de Jean Nicolini que chefiava o departamento solar das duas entidades astronômicas.
Em pouco tempo este programa de observação solar, tornou-se um dos mais profícuos de todo o território nacional estendendo-se nas esferas internacionais, o que contribuiu sobremaneira para o enriquecimento da Astronomia observacional.
No dia 23 de julho de 1991, este programa de observação solar foi tragicamente interrompido devido a morte de Jean Nicolini em acidente automobilístico na rodovia Anhanguera, quando ele se dirigia para o observatório, na cidade de Americana/SP.
Até meados de 1996 as observações solares não foram realizadas, quando então assumi o departamento solar das duas entidades, dando prosseguimento às observações deixadas pelo mestre e amigo Jean Nicolini. Em sua homenagem, o Sol continua sendo observado no Monte Urânia local dos observatórios campineiros.
Até setembro último, o departamento solar já realizou cerca de 1400 observações, utilizando um refrator Zeiss de 150mm de abertura, 2250mm de distância focal / f15, acoplado ao Astrógrafo Zeiss de 400mm e usando um filtro solar de alta resolução da marca Thousand Oaks II.
Também com o mesmo instrumental, foram realizadas mais de 250 fotografias solares, sendo estas, de grande utilidade para as estatísticas das manchas do Sol .
MITOLOGIA:
Conforme a lenda grega posteriormente completada pelos romanos, APOLO – O SOL, era filho de Júpiter e Latona. Irmão de Diana, nasceu na ilha de Delos e também era chamado de Febo e os gregos o chamavam de HELIOS.
Sua vida era cheia de aventuras e, depois de andar errante por muito tempo, fixou-se nas ilhas Cícladas. Era o mais belo e amável dos deuses, protetor da poesia, da eloqüência, das artes e da medicina; presidia o Concerto das Musas e tinha o dom de prever o futuro. Era o deus da luz e uma das doze divindades do Olimpo. Diariamente APOLO transportava o carro do SOL para o alto dos céus; depois guardava-o atrás das montanhas. Assim era responsável pelos dias e pelas noites.
Seu carro era puxado por sete cavalos denominados: Eoo, Eritreu, Éton, Êtinte, Flégon, Pirois e Piroo. Cada noite APOLO repousa no Ocidente ao lado do carro, no seio de Tétis.
Depois que Hora atrelava os cavalos recomeça o seu curso diário, sendo precedido pela Aurora, sua filha.
Cada mês seu carro visita uma dos doze palácios que compõem um círculo ao redor da Terra – as doze casas zodiacais.
Como deus da luz, cabia-lhe proteger os campos, os navegantes, os artistas e os médicos. Por vezes assumia também um caráter funesto, provocando mortes súbitas e enviando terríveis epidemias e pestes.
De todas as suas atribuições, a que mais importância assumiu entre os gregos, foia de desvendar os ditames do Destino e para tanto, possuía vários templos espalhados pela Grécia, onde através das pitonisas, respondia as perguntas dos fiéis sobre acontecimentos futuros.
O mais célebre templo dedicado a APOLO estava situado em Delfos – o Oráculo de Delfos.
A fábula de APOLO é uma mistura de tradições e alusões retiradas dos conhecimentos astronômicos dos habitantes do Egito e da Mesopotâmia.
Os Caldeus e Fenícios adoravam-no sob o nome de BELO; os Egípcios o confundiam com OSIRIS E HORUS; os Mohabitas o chamavam de BELFEGOR; os Amonitas de MOLOC e os Persas, MITRA.
Os latinos consagraram a HELIOS-APOLO, o dia de domingo:
SOLIS DIES= de onde precedem o Domingo ( espanhol-portugues ) ; DIMANCHE (fances); DOMENICA (italiano); SUNDAY (inglês) e SONNTAG (alemão).
Fontes: Azevedo, Rubens: “No Mundo da Estelândia” – Ed. Do Brasil S/A.
Dicionário de Mitologia Greco-Romana – Editora Abril – São Paulo – 1973.
a) Idade: cerca de 4,5 bilhões de anos
b) Distância média da Terra: aprox. 150 milhões de km ( = 1 Unid. Astron.)
A luz leva 8 min. e 30 seg. para atingir a Terra
c) Diâmetro: 1.400.000 km ( 19 vezes o diâmetro da Terra)
d) Rotação: nos pólos= 34 dias e no equador 24 dias e 6 horas
e) Inclinação do eixo em relação à Eclíptica: 7º 15’
f) Tipo Espectral: G 2 V Amarela ( estrela anã )
g) Magnitudes: Aparente= –26,86. Absoluta= + 4,71
h) Temperaturas: (em graus centígrados):
Núcleo= estimada em 20.000.000; Fotosfera= 6.000; Manchas Solares= 4.000;
Coroa Solar:= 1.000.000
i) Composição química: 73% de Hidrogênio e 25% de Hélio
j) Perda de energia: 4 milhões de toneladas de Helio por segundo:
k) Volume: cerca de 1.300.000 vezes o da Terra / 300,000 vezes mais pesado que a Terra
l) Densidade média: 1,41 g/cm cúbico
m) Posição na Galáxia: 30.000 anos-luz ao centro da galáxia
n) Revolução na Galáxia: 225.000 anos ( = 1 volta )
o) Velocidade na Galáxia: 2.150km/s
p) Velocidade Rotacional média: 1,9km/s Velocidade de Escape média: 618 km/s
1 – NÚCLEO CENTRAL: Onde gera toda a energia solar pela fusão nuclear.
2 – ZONA RADIOATIVA E CONVECTIVA: camada que serve para transportar calor e matéria radioativa, em forma de radiação
3 – FOTOSFERA – A ESFERA DE LUZ E CALOR: com espessura aproximada de 300 km;
4 – CROMOSFERA – A ESFERA DE CORES: situa-se a 15.000 km acima da FOTOSFERA;
5 – COROA SOLAR – REGIÃO EXTERNA: é observada durante o eclipse total do Sol ou pelo aparelho chamado de coronógrafo. Atinge de 1milhão e 600 mil km a 5 milhões de km e tem a forma irregular.
| OS FENÔMENOS QUE OCORREM NO SOL |
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FOTOSFERA: superfície visível do Sol onde ocorrem as manchas solares, as fáculas e os grãos de arroz.
- AS MANCHAS SOLARES: são as mais comuns e os mais fáceis fenômenos que podemos observar no Sol. São regiões escuras compostas de duas partes: a PENUMBRA composta de filamentos que circundam a UMBRA que é a região mais densa e mais escura das manchas solares. Elas são escuras porque são mais frias que a FOTOSFERA. Medem cerca de 4.000°C. A FOTOSFERA tem cerca de 6.000°C. As MANCHAS são campos magnéticos incríveis, podendo atingir comprimentos da ordem de 1500km a 150.000km podendo assim, serem vistas sem o uso de telescópios.
Observando-se as MANCHAS, podemos determinar os períodos de rotação do Sol que não é uniforme.
É pela estatística das MANCHAS SOLARES que podemos determinar os períodos de máximos e mínimos solares que ocorrem em intervalos de 11 em 11 anos.

- AS FÁCULAS: são regiões mais luminosas que a superfície solar ( FOTOSFERA ) e surgem geralmente antes do aparecimento das MANCHAS, num determinado local da FOTOSFERA.
São as mais facilmente visíveis nas proximidades dos bordos do disco solar. Podem entretanto, variar de tamanho;
- GRÃOS DE ARROZ: são outros fenômenos característicos da FOTOSFERA solar.Recebem este nome por serem perecidos com grãos de arroz. Possuem um diâmetro que vai de 500 e 1.500 km, com um curto período de vida ou seja de 15 minutos apenas;
- AS PROTUBERÂNCIAS: são regiões da alta CROMOSFERA e da COROA SOLAR. Aparecem no limbo sob forma de labaredas, nuvens ou arcos, podendo atingir altura superior a 200.000 km e com jatos de matéria, com a velocidade superior à velocidade de liberação solar. Projeta-se sob o disco solar, aparecendo luz monocromática (uma só cor) e sob a forma de filamentos. Lançadas pelo vento solar pelo espaço as partículas ionizadas das protuberâncias, interagindo com o campo magnético dos pólos terrestres, ocasionam o bonito espetáculo das Auroras Boreais (no Pólo Norte) ou Austrais (no Pólo Sul).
- OS F L A R E S: são áreas brilhantes de curta duração – 1 a 2 horas – nas CROMOSFERA solar, geralmente associadas a outras atividades solares. Aparecem entre duas manchas e possuem formas variáveis.
Os interessados em participar desta grande aventura que é a observação solar, recomendamos com muita insistência assessarem a PÁGINA SOLAR JEAN NICOLINI DA REA/BRASIL – Rede de Astronomia Observacional – São Paulo, no site: http://solar.reabrasil.astrodatabase.net - (clicar em Tutoriais).
Os interessados terão um farto material de dicas e projetos de como observar o Sol e que estão acessíveis e muito bem elaborados pelo nosso amigo e colega das observações solares, Paulo Moser, que faz um trabalho esmerado na página solar da REA/BRASIL, sendo ele um dos mais renomados observadores do Sol no Brasil.
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