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Sapeca Campinas abre espaço para novas famílias acolhedoras


25/02/2011 - 09:24

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Bel Buzzo Alonso

 

O Serviço de Acolhimento e Proteção Especial à Criança e ao Adolescente (Sapeca), órgão da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social da Prefeitura de Campinas, abre espaço para adesão de novas famílias acolhedoras ao programa.

 

Qualquer pessoa pode se candidatar a ser uma família acolhedora, basta ser maior de 18 (dezoito) anos e residir em Campinas. O interessado recebe explicações de como funciona o programa e se, efetivamente for participar, passará por um processo de formação e avaliação e receberá acompanhamento de psicólogas e assistentes sociais.

 

A coordenadora do Sapeca, Adriana Pinheiro, explica que a adesão ao programa pode acontecer a qualquer momento, “mas até o mês de março queremos ampliar o número de famílias acolhedoras e por isso estamos cadastrando interessados na participação, oferecendo encontros de formação para os novos candidatos”, colocou Adriana.

 

Para nós do Sapeca, divulgar o programa e o acolhimento familiar é muito importante, porque esta modalidade de atendimento ainda é recente no país. Quanto mais as pessoas da comunidade puderem conhecer e entender o objetivo do trabalho proposto, mais famílias poderão se interessar pela participação e poderemos ampliar o número de crianças e adolescentes acolhidos”, disse Adriana.

 

No site www.acolhimentofamiliar.org.br é possível fazer o cadastro online e conhecer um pouco mais dos programas que atendem no município de Campinas. O serviço disponibiliza ainda o telefone (19) 3256-6335 para informações complementares.

 

O que é Acolhimento Familiar

 

Acolher uma criança ou adolescente não é adoção e nem irá se transformar em uma adoção com o tempo. É uma alternativa ao abrigamento e uma modalidade de atendimento em que as chamadas famílias acolhedoras cuidam e protegem crianças e adolescentes que precisaram ser afastados temporariamente de suas famílias por medida de proteção, muitas vezes vítimas de violência doméstica, pelo tempo que for necessário.

 

As crianças e adolescentes acolhidos passam a morar com as famílias acolhedoras do programa e o papel destas famílias é dar às crianças e adolescentes um lar estável, com carinho, amor, limites e segurança. Proporcionar-lhes um cotidiano como o de qualquer outra criança, ir à escola, ao médico, dentista, brincar, passear com a família.

 

O acolhimento familiar proporciona uma experiência de família mais próxima da realidade e garante a convivência familiar e comunitária a crianças e adolescentes”, comenta Adriana.

 

Enquanto essas crianças estão sendo cuidadas pelas pessoas que as acolheram, os técnicos do programa trabalham no sentido da inclusão de suas famílias de origem em uma rede de proteção social.

 

Uma vez solucionados os problemas causadores da medida protetiva a criança volta a viver com sua família de origem. Quando não é possível esse retorno com seus pais, são procurados avós, tios, irmãos mais velhos ou pessoas significativas para ela, que se disponham a cuidar dela e protegê-la. O importante para o programa é que se mantenham os laços significativos das crianças e adolescentes e que elas possam viver na família e na comunidade.

 

A experiência tem demonstrado que as crianças e adolescentes acolhidos, num momento tão delicado que envolve o afastamento de suas famílias, conseguem receber atenção e cuidado individualizados, tendo suas demandas atendidas pela família acolhedora e pela equipe do programa, superando dificuldades e iniciando um processo de entendimento da problemática vivenciada.