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Consciência Negra: Olodum anima Largo do Rosário e visita escola no Oziel


21/11/2019 - 17:28




A passagem do Olodum por Campinas deixou um rastro de cores e ritmos vibrantes. Depois do show que reuniu cerca de 5 mil pessoas no Largo do Rosário, para o encerramento das atividades do Dia da Consciência Negra no feriado desta quarta-feira, a batida quente, o ritmo alegre e o som inconfundível da banda invadiram o Jardim Monte Cristo. O grupo visitou, na manhã desta quinta-feira, dia 21 de novembro, a Escola Municipal de Ensino Fundamental e de Educação de Jovens e Adultos (EMEF/EJA) “Oziel Alves Pereira”.
 
 
No Largo do Rosário, o cair da noite da quarta-feira, dia 20 de novembro,
foi vibrante. Milhares de pessoas unidas numa mesma sintonia. Famílias,
jovens, crianças, idosos, homens, mulheres, enfim, todas as representações
étnico-raciais e sociais embaladas pela alegria contagiante da Banda Olodum,
que trouxe seus 40 anos de história de luta, de existência, de resistência e
de sobrevivência ao palco em Campinas. Para o grupo Olodum uma missão em
busca da igualdade racial e unificação dos povos, em um Brasil que tem mais
da metade da população negra.
 
 
Para a secretária municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e
Direitos Humanos, Eliane Jocelaine Pereira, o esforço do município para
trazer essa atividade, que fechou as comemorações do Dia da Consciência
Negra, foi  necessário para firmar esses momentos como uma política pública
de sensibilização.
 
 
“Todas as ações, juntamente com a sociedade civil, que culminaram com o show
belíssimo e empolgante do Olodum foram necessárias para alcançarmos um novo
patamar do papel do negro na sociedade campineira. Esse é o papel do poder
público, promover essa sensibilização sobretudo reafirmando a necessidade de
políticas públicas e também de reflexões da sociedade com relação à
igualdade racial”, comentou.
 
 
Nascido no Pelourinho, centro histórico de Salvador, em 1979, o Olodum se tornou um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira por todo o mundo, promovendo um trabalho musical, social, político, voltado para as camadas mais necessitadas da capital. Também estimula o comprometimento cultural do povo baiano e de milhares de pessoas em diversos países com a igualdade e a justiça.
 
 
Baseado neste perfil, os membros do grupo visitaram a comunidade escolar da EMEF/EJA “Oziel Alves Pereira”. A visita foi rápida mas intensa, e deixou um “gosto de quero mais” entre alunos, educadores e o público presente na quadra da escola.
 
 
Além de tocar e cantar, os integrantes do Olodum manifestaram a satisfação de estar naquele espaço, interagiram com os alunos contando sobre a história do próprio grupo e o surgimento do movimento de valorização da cultura afro-brasileira, comparando as proximidades culturais e sociais da realidade do território onde a escola está situada e o Pelourinho, em Salvador. 
 
 
O grupo incentivou a garotada a valorizar a escola e tudo o que dela podem
usufruir, tendo por objetivo a formação de cidadãos compromissados com o bem
comum. “Além de emocionante, a visita foi extremamente importante, pois a presença
dessa banda, cuja história de nascimento e desenvolvimento no bairro do
Pelourinho, guarda muita similaridade com o contexto do Parque Oziel”,
relatou a secretária Eliane Jocelaine.
 
 
Para ela, proporcionar à juventude da escola do Parque Oziel a oportunidade
de estar com esse grupo, ouvindo questões importantes sobre a cultura
afro-brasileira e a possibilidade de alçar novos caminhos de construção de
si mesmos e de contribuição na sociedade traz grande impacto para a vida dos
jovens estudantes.
 
 
A vinda do Olodum para Campinas foi fruto de um esforço conjunto entre as secretarias municipais de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, de Educação e de Cultura. O show teve o patrocínio da Sanasa e apoio do Royal Palm Plaza e AfroMix.
 
 
Envolvimento social
 
 
O Olodum tem história no desenvolvimento de projetos sociais e educacionais há mais de 20 anos, mantendo projetos como a Escola Criativa Olodum, por onde milhares de crianças, adolescentes e jovens já passaram e aprenderam, entre muitas outras coisas, a nunca deixar de se orgulhar do sangue negro que lhes corre nas veias. Por meio dessas ações, o Olodum cria aspectos de cidadania, de valorização da raça negra, mostrando para a sociedade que o povo negro tem o seu valor tanto cultural quanto histórico.
 
 
A EMEF/EJA “Oziel Alves Pereira” também tem uma potente história de valorização da cultura afro-brasileira, com um trabalho que envolve alunos, professores e comunidade. Além de produzir o Boletim "InformAfricativo", a escola desenvolve ações que possibilitam a compreensão das relações étnico-raciais numa perspectiva social, multicultural e pluriétnica.
 
 
Com isso, estimula a formação de atitudes, posturas e valores que contribuem para uma vida em sociedade na qual todos possam se reconhecer na cultura nacional. Também promove e divulga a produção de conhecimento sobre a educação das relações étnico-raciais, e revitaliza o acervo de obras literárias que subsidiam a educação das relações étnico-raciais. Em relação a esse último item, a Escola Municipal “Oziel Alves Pereira” desenvolve uma campanha permanente para arrecadação de literatura africana, afro-brasileira e de autoras e autores negros.
 
 
A programação do mês da Consciência Negra continua até o final do mês de novembro. Clique aqui e confira as atividades.

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Crédito: Divulgação

Foto: Integrantes do Olodum visitaram escola municipal na manhã desta quarta-feira  | Crédito: Divulgação

Integrantes do Olodum visitaram escola municipal na manhã desta quarta-feira

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Foto: Interação com a comunidade visa valorização social e da educação | Crédito: Divulgação

Interação com a comunidade visa valorização social e da educação

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Foto: Pelo menos 5 mil pessoas vibraram com o show do Olodum no Largo do Rosário | Crédito: Divulgação

Pelo menos 5 mil pessoas vibraram com o show do Olodum no Largo do Rosário

Crédito: Fernanda Sunega

Foto: Grupo tem 40 anos de atuação | Crédito: Fernanda Sunega

Grupo tem 40 anos de atuação