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Palestra apresenta oportunidades de negócios entre Brasil e Egito


09/10/2019 - 12:48




A manhã desta quarta-feira, dia 9 de outubro, teve as relações entre Brasil e Egito como foco em encontro no Salão Vermelho da Prefeitura de Campinas. O Seminário “Acordo Bilateral Brasil x Egito” contou com a presença do vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, que recebeu o cônsul comercial do Egito em São Paulo, Mohamed Elkhatib, ao lado do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas, André von Zuben. 
 
 
Para o vice-prefeito, o encontro foi uma oportunidade de ampliar os contatos e mostrar o potencial de negócios dos dois países e também do município. “Campinas é uma cidade global. É preciso mostrar o que a Prefeitura tem feito ao receber as comitivas de todo mundo. Eu tenho tido a honra de representar Campinas em algumas missões e receber delegações que visitam a cidade, e vemos que essas pessoas têm uma visão muito ampla das relações entre cidades, estados e países”, disse. 
 
 
Um grupo de 60 alunos do curso de Relações Internacionais da PUC participou do evento, acompanhado por professoras do curso, e a iniciativa foi saudada pelo vice-prefeito. Ele enfatizou a importância das interações internacionais em um mundo globalizado: “Estamos fazendo ligações comerciais, sociais e acadêmicas com o mundo”. O vice-prefeito também lembrou o resgate e a aproximação com as cidades-irmãs, que tem trazido oportunidades para Campinas.
 
 
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, André von Zuben, lembrou que “relações internacionais são construídas ao longo do tempo e se baseiam em confiança”. “O potencial da nossa cidade e região é o que temos para oferecer ao Egito e para o mundo, como polo de ciência, tecnologia e educação. Campinas é hoje um dos destinos mais importantes do turismo de negócios no Brasil. Temos um potencial de negócios com o Egito muito rico”, destacou. Para von Zuben, o acordo bilateral Brasil-Egito é um instrumento de fomento que vai ajudar que o relacionamento comercial se desenvolva.
 
 
O encontro teve também a presença de empresários, como Edson Dalben, da rede de supermercados Dalben; representantes de outros países, como o cônsul honorário britânico, Pierre Coudry, e o conselheiro político do Consulado do Togo, Kossi Telou; de Maurício Tambasco, da Agência Brasileira de Agências de Viagem (Abave), e membros da Câmara de Indústria e Comércio do Mercosul e Américas. 
 
 
Egito e Brasil via Mercosul
 
 
Com o objetivo de apresentar a empresários de Campinas e região os principais pontos do acordo de livre comércio entre o Egito e o Mercosul, o cônsul comercial do Egito em São Paulo, Mohamed Elkhatib, abriu o evento mostrando os planos para a construção de “um novo Egito”. Ele afirmou que mesmo sendo uma civilização de mais de sete mil anos, o Egito não é apenas forte em história e turismo.
 
 
O país está construindo 11 novas cidades, em projetos arrojados e com alta tecnologia de inteligência, entre elas, uma nova capital administrativa; tem investido na ampliação de zonas francas no estratégico Canal de Suez; na construção de uma grande malha de rodovias; na geração de energia com exploração de gás natural; e desenvolvimento de uma indústria de pesca sustentável. São várias áreas que estão abertas ao investimento e participação de empresas brasileiras, segundo ele, que teriam como participar.
 
 
O Acordo de Livre Comércio (ALC) entre Egito e o Mercosul foi inicialmente assinado em 2010 e ratificado em 2012, entrando em vigor em 2017. Por esse acordo, os países do bloco Mercosul, o Brasil entre eles, definiram três pilares: comércio, investimento e resolução de conflitos.
 
 
São várias categorias de produtos com redução ou até isenção de impostos previstos no ALC. No mês de setembro, o acordo de livre comércio entre Egito e Mercosul completou dois anos. Também no mês passado, autoridades egípcias aprovaram o Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportações brasileiras de leite e derivados, aumentando a abertura de mercado entre os países.
 
 
Hoje, a balança comercial entre Brasil e Egito faz dos países importantes parceiros. A maior parte das exportações brasileiras para o país do nordeste da África ainda são comodities, como carne bovina, frango, soja, milho, café e gado vivo. Já o Egito, exporta para o Brasil principalmente fertilizantes, usados em grande escala na agricultura, e também verduras, legumes e frutas, algodão para tecelagem, azeites e azeitonas, mármores e granitos, entre outros produtos. 
 
 
Segundo o cônsul Mohamed Elkhatib, seu país oferece incentivos para investimentos estrangeiros, que são tratados como os egípcios, e também há atrativos como energia elétrica a custo baixo, não haver encargos trabalhistas e ter permissão de envio integral de rendimentos para os países de origem.
 
 
A palestra foi organizada pela Embaixada da República Árabe do Egito e seu Escritório Econômico e Comercial em São Paulo, teve apoio institucional da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas, por meio do Departamento de Cooperação Internacional, e patrocínio da empresa Space Samples, que faz a divulgação de empresas de vários países interessados em comércio exterior.

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Crédito: Fernanda Sunega

Foto: Para vice-prefeito, encontro foi oportunidade de ampliar contatos e mostrar potencial de Campinas | Crédito: Fernanda Sunega

Para vice-prefeito, encontro foi oportunidade de ampliar contatos e mostrar potencial de Campinas

Crédito: Fernanda Sunega

Foto: Von Zuben lembrou que relações internacionais são construídas ao longo do tempo | Crédito: Fernanda Sunega

Von Zuben lembrou que relações internacionais são construídas ao longo do tempo

Crédito: Fernanda Sunega

Foto: Cônsul Mohamed Elkhatib: Egito é atrativo | Crédito: Fernanda Sunega

Cônsul Mohamed Elkhatib: Egito é atrativo

Crédito: Fernanda Sunega

Foto: Alunos da PUC participaram | Crédito: Fernanda Sunega

Alunos da PUC participaram