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Centro Campineiro da Memória Afro recebe sua terceira exposição


05/10/2010 - 16:08

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Bel Buzzo Alonso

 

Criado com o objetivo de resgatar, preservar e divulgar a história e a memória da população afrodescendente que contribuiu para a construção da história de Campinas, o Centro Campineiro da Memória Afro-brasileira, mais uma vez, abre suas portas para receber uma nova exposição: “Herança Étnica – espaços e lugares históricos da memória afro-brasileira em Campinas.

 

A abertura oficial da mostra ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 5 de outubro, com a presença da secretária municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social, Darci da Silva, do coordenador da Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Cepir), Benê Paulino, da presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas, Elvira Regina Barbosa Mendonça, da representante do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, Sueli Gonçalves, autoridades municipais e demais representantes da comunidade negra do município.

 

Representando o prefeito Hélio de Oliveira Santos, a secretária de Cidadania e Inclusão Social falou da importância dessa mostra para os campineiros que terão oportunidade de conhecer a participação do povo africano e ou afro-brasileiro na construção de Campinas.

 

Pretendemos que as crianças e jovens consigam identificar os lugares que foram fotografados para esta exposição como um circuito étnico de participação do povo africano na construção de espaços importantes da cidade”, colocou.

 

A secretária afirmou ainda que essa é a primeira de outras mostras que virão com a inclusão de espaços que contou com a contribuição dos negros, seja na área da religiosidade, na cultura, no esporte, no lazer, na política ou na história. “À medida que pudermos, vamos incluir outros espaços e assim aumentar esse acervo visando creditar, com dignidade, essa herança histórica”, enfatizou.

 

De acordo com o coordenador da Cepir, Benê Paulino, uma das funções do órgão é promover a igualdade de todas as etnias e, “essa exposição traz à tona uma história que estava enterrada e retrata a presença da mão-de-obra dos negros na construção dessa cidade”. Conforme Benê, a Cepir firmou uma parceria com a rede municipal e estadual de ensino para divulgação da exposição, para que os estudantes visitem a mostra e entrem em contato com essa história.

 

Herança Étnica

A exposição “Herança Étnica” ficará aberta à visitação entre os dias 5 de outubro a 12 de novembro das 8h às 17h, no Centro Campineira da Memória Afro-brasileira que fica no Palácio da Mogiana, Rua Visconde do Rio Branco, 468, no Centro, com entrada pela Avenida Campos Sales, nº427.

 

A mostra conta com 21 banners com imagens dos acervos dos museus da Cidade e da Imagem e do Som de Campinas (MIS), do Departamento de Comunicação da Prefeitura e de José Luis de Oliveira (Zéllus).

 

A ideia é oferecer uma caminhada pela história, passando pelo ciclo do café, a industrialização e urbanização da cidade. Foram escolhidos locais que tiveram a mão-de-obra escrava e outros, em contraposição à escravidão, onde os negros podiam vivenciar a cultura trazida da África.

 

Há ainda retratos de instituições que iniciaram suas atividades para acolher a todos enfatizando a socialização e os cuidados com os negros, dando destaque a presença do povo africano e afrodescendente, sua história, cultura e religiosidade na construção da cidade de Campinas.

 

Além disso, a exposição inclui duas obras novas da Administração municipal que homenageiam negros ilustres como o professor Milton Santos, geógrafo e livre pensador brasileiro, e Nelson Mandela, líder africano anti-apartheid e ex-presidente da África do Sul. Ícones da história recente que tiveram suas vidas marcadas por lutas contra a desigualdade racial e social.

Crédito: Valéria Abras

Crédito: Valéria Abras

Crédito: Valéria Abras

Crédito: Valéria Abras

Crédito: Valéria Abras

Crédito: Valéria Abras

Crédito: Valéria Abras

Crédito: Valéria Abras