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Consulta Pública do Inventário sobre Poluentes é aberta à população


28/11/2018 - 17:39




 

 

Está aberta à comunidade uma consulta pública on-line sobre os resultados preliminares do Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) e do Inventário de Poluentes Atmosféricos de Campinas e da Região Metropolitana de Campinas (RMC). A apresentação dos dados foi realizada na noite de quarta -feira, dia 27 de novembro, no Salão Vermelho do Paço Municipal de Campinas.

 

 

O evento marcou o início da consulta pública, que já está disponível e pode ser acessado pelo link https://consultapublicainv.wixsite.com/invrmc. A consulta deve ser encerrada em 18 de dezembro.

 

 

O objetivo da consulta pública é a participação de pessoas físicas e entidades públicas que queiram contribuir para o aprimoramento técnico dos resultados obtidos nos inventários. Novos dados poderão ser incorporados, por isso os inventários ainda são considerados preliminares. Após a consulta, todas as contribuições enviadas serão avaliadas pela equipe técnica, e aquelas que forem pertinentes serão incorporadas nas versões finais dos documentos.

 

 

Na abertura do evento, o secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Rogério Menezes, destacou que os inventários são “uma fotografia das emissões realizadas nas cidades da RMC”. Para ele, o grande diferencial do trabalho é o “recorte metropolitano”, que pela primeira vez é realizado na região.

 

 

Os municípios da RMC são os primeiros do Brasil a fazer um inventário regional metropolitano. Cidades como São Paulo e as da região do ABC paulista elaboraram levantamentos, mas sem levar em conta toda a região metropolitana. “As informações apontam diretrizes para o enfrentamento das mudanças do clima e as metas para a redução das emissões desses poluentes nas próximas décadas”, adiantou Menezes.

 

 

Em 2015, o prefeito Jonas Donizette aderiu ao Pacto dos Prefeitos, um acordo internacional no qual os signatários se comprometem a reduzir a emissão de gases do efeito estufa e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, assinalando o compromisso de sua gestão com a sustentabilidade.

 

 

A apresentação desta quarta foi realizada por consultores da empresa WayCarbon Soluções Ambientais, contratada em janeiro deste ano pela Prefeitura de Campinas para prestação de serviços técnicos especializados de coordenação e execução das atividades referentes à elaboração do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e Poluentes de Campinas e da Região Metropolitana de Campinas (RMC). A WayCarbon realizou os trabalhos em parceria com o ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade).

 

 

Durante o evento no Salão Vermelho foi apresentada também a metodologia utilizada para a realização do trabalho. Os dados levantados são relativos ao ano de 2016.

 

 

Inventários

 

 

De acordo com a consultora Adriana Mello, da WayCarbon, que apresentou os inventários, os resultados ficaram dentro do esperado ao mapear as fontes de emissão de GEE e de poluentes atmosféricos em Campinas em região.

 

 

A principal fonte de emissão de gases de efeito estufa é o setor de Transportes, 42% do total mapeado; seguido por Energia Estacionária, com 24%; em terceiro, com 22%, os Processos Industriais; depois Resíduos, com 9%; e por último Agricultura, Florestal e Uso da Terra, com 4%. Dentro do total de emissões ocasionados pelos meios de Transportes, os dados foram divididos em Transporte Terrestre e Transporte Aéreo, com geração de 82% das emissões pelo terrestre e 18% pelo aéreo.

 

 

O Inventário de Emissões de Poluentes Atmosféricos Regulados, que são aquelas substâncias que tornam o ar impróprio, nocivo à saúde e podem causar doenças e danos ao meio ambiente se estiverem em concentração elevada no ar, também confirmou que os meios de transporte são a principal fonte de emissões móveis. Já o parque industrial da região é a fonte fixa das emissões.

 

 

Um dos destaques de fonte fixa de emissão de gases poluentes é a Refinaria de Paulínia (Replan). Campinas se destaca em relação às fontes móveis, mais uma vez por conta da grande frota de veículos em circulação no município, que representa 42% do total da RMC.

 

 

Os dados do Inventário de Emissões de Poluentes Atmosféricos Regulados foram coletados com o Ibama (fontes fixas) e a Cetesb (fontes móveis).

 

 

Aquecimento global

 

 

Atividades como uso de veículos, geração de eletricidade e processos industriais fazem dos centros urbanos grandes emissores de Gases de Efeito Estufa (GEE) e outros poluentes atmosféricos. Essas emissões são responsáveis pelo fenômeno Mudança do Clima Global, que pode ocasionar impactos relacionados ao estresse hídrico, perdas na agricultura e aumento de suscetibilidade a doenças tropicais, entre outros.

 

 

Por isso é importante mapear as fontes geradoras dos GEE. Além disso, os poluentes atmosféricos regulados também precisam ter suas emissões controlados por conta do alto impacto na saúde e qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente.

 

 

Serviço:

 

O conteúdo integral dos Inventários pode ser acessado no link da consulta pública disponível em https://consultapublicainv.wixsite.com/invrmc até 18 de dezembro próximo. As contribuições podem ser enviadas pela plataforma, em um formulário disponível no mesmo link.


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Crédito: Carlos Bassan

Foto: Secretário Municipal do Verde, Rogério Menezes, abriu o evento | Crédito: Carlos Bassan

Secretário Municipal do Verde, Rogério Menezes, abriu o evento

Crédito: Carlos Bassan

Foto: A apresentação foi realizada por consultores da empresa WayCarbon Soluções Ambientais, contratada em janeiro deste ano pela Prefeitura de Campinas  | Crédito: Carlos Bassan

A apresentação foi realizada por consultores da empresa WayCarbon Soluções Ambientais, contratada em janeiro deste ano pela Prefeitura de Campinas