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Revisão da legislação urbanística reúne mais de 200 pessoas em seminário


05/11/2014 - 17:42




 

 

 

O seminário “Pensar a Cidade – Uso e Ocupação do Solo Urbano e Meio Ambiente” reuniu cerca de 200 pessoas na manhã desta quarta-feira, 5 de novembro, no Salão Vermelho do Paço Municipal. Organizado pela Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (Seplan), o evento que faz parte das atividades de revisão da legislação urbanística de Campinas, trouxe novas experiências para ampliar a discussão para a construção de uma cidade melhor e com mais qualidade de vida.

 

Os palestrantes, com ampla experiência na área urbanística, tanto no Brasil como no exterior, apresentaram questões relativas à relação da cidade com o meio ambiente, ocupação urbana, adensamento e espaços livres.

 

Conforme o secretário da Seplan, Fernando Pupo, que conduziu os trabalhos, os palestrantes trouxeram conceitos mundialmente reconhecidos para o desenvolvimento urbano moderno. “A nova concepção toma como paradigma questões sociais, ambientais e econômicas, num conceito sustentável da vida urbana”, colocou.

 

Temas

 

Cidade e Água - Ocupação Urbana sobre o Aqüifero no Rio Branco – Acre” foi a temática abordada pelo arquiteto e urbanista Eiji Hayakawa. Apesar do plano ser específico para aquele município, ele aponta que para as cidades consolidadas como Campinas é preciso trabalhar com intervenções pontuais como se fossem acupunturas urbanas. “Essas acupunturas são intervenções pontuais que sejam capazes de disseminar o conceito de cidade para a população”.

 

De acordo com o urbanista, de um modo geral, falta nos processos de revisão dos Planos Diretores uma definição conceitual da cidade do futuro que a população quer. “Os planos diretores, a lei de uso de ocupação do solo e de zoneamento devem ser instrumentos para viabilizar o sonho daquela visão de cidade que se quer para o futuro”, completou.

 

Isso vem ao encontro do trabalho que está sendo realizado pela Prefeitura de Campinas que mantém no ar até o próximo dia 30 de novembro, a enquete digital “Pensar a Cidade” para que o cidadão indique os principais problemas e qualidades, bem como seus desejos para a construção de uma cidade melhor e com mais qualidade de vida.

 

Em sua exposição, o arquiteto Eugênio Fernandes Queiroga, falou sobre Adensamento e Espaços Livres de Fruição Pública, cujo conceito foi levado para o novo plano diretor de São Paulo. De acordo com Queiroga, a vida em público não se restringe aos espaços de propriedade pública. “É importante que os novos empreendimentos privados destinem parcela da área livre junto ao espaço público viário e, dessa forma, possa propiciar maior qualidade da nossa vida em público, porque a cidade não é só um espaço de produção e consumo mas de encontro e convívio e, essa convivência é mais rica quando bem acolhida num espaço adequado”, retratou.

 

 

Para o secretário da Seplan, o maior desafio desse processo de revisão da legislação urbanística é superar, na nova proposta do Plano Diretor, o anacronismo das leis atuais que pouco condizem com a realidade e com o futuro. “Desse modo, o grande desafio é, sem deixar de reconhecer o passado, olhar para o futuro para termos condições de realmente estabelecer um Plano Diretor e outras leis urbanísticas que possam dar a nossa cidade uma melhor qualidade de vida, um desenvolvimento mais sustentável, mais equânime, mais igualitário, reduzindo as diferenças da segregação espacial e social”, complementou.


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Crédito: Luiz Granzotto

Foto: Pupo se pronuncia | Crédito: Luiz Granzotto

Pupo se pronuncia

Crédito: Luiz Granzotto

Foto: Eugênio Queiroga | Crédito: Luiz Granzotto

Eugênio Queiroga

Crédito: Luiz Granzotto

Foto: Arquiteto Eiji Hayakawa | Crédito: Luiz Granzotto

Arquiteto Eiji Hayakawa