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Desenvolvimento Econômico participa de seminário


24/10/2014 - 14:29




 


 


 

Histórias de determinação e dos altos e desafios até das reflexões da mãe e da profissional foram apresentadas no 1º Seminário Mulheres no Mundo dos Negócios e da Tecnologia, realizado na terça-feira, 21 de outubro, no Ciesp Campinas. O evento reuniu mulheres em carreiras da gestão pública, executivas e engenheiras. O evento foi uma realização da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, o IEEE Women in Engineering, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, com a parceria da Sanasa e do Ciesp Campinas.

 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, Samuel Rossilho e a gerente regional do Ciesp Campinas, Paula Carvalho abriram o seminário. Rossilho explicou que ao final do evento, foi elaborado a 'Carta de Campinas com Políticas Públicas para as Mulheres e sua inserção ativa no mercado de trabalho'. “O objetivo é entregar o documento para o prefeito Jonas Donizette e outras autoridades da cidade, como forma de estabelecer diretrizes para a valorização profissional feminina”.

 

Além da Carta, o evento foi importante porque abre espaço para outros desdobramentos importantes e propostas de políticas públicas voltadas às mulheres, segundo Andrea Santos de Deus, assessora de Desenvolvimento Econômico e organizadora do Seminário. Ao todo foram três mesas.

 

A primeira foi a Mesa "Gestão Pública e a Participação das Mulheres". As secretárias municipais Emmanuelle Alkmin, de Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida; Janete Valente, Cidadania, Assistência, e Inclusão Social e Ana Maria Amoroso da Habitação, junto à coordenadora geral do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Cléo Dias, trataram os desafios às mulheres em carreiras da gestão pública. “Histórias de vidas, importantes decisões técnicas e políticas deram a tônica da mesa, ainda mais que isso, reflexões sobre as diferentes etapas da vida como mães e profissionais muito instigaram o público”, explicou Mariana.

 

A segunda mesa focou o tema 'Mulheres no Mundo dos Negócios'. As diretoras Alexandra Caprioli, de Turismo; Mariana Savedra, de Desenvolvimento Econômico, e a Assessora da Presidência da Sanasa, Adriana Leles, trataram as oportunidades e condições para a mulher alcançar posições de alta liderança nas organizações e as possibilidades para atingirem destaque no mundo corporativo. Alexandra destacou que, mesmo sendo originária do setor de transportes, um segmento majoritariamente masculino, teve a oportunidade de crescer em uma família em que as mulheres sempre ocuparam posições de liderança. Destacou, ainda, características como criatividade, flexibilidades, intensidade, dentre outras, que considera serem típicas da mulher e um diferencial importante a ser valorizado.

 

A mesa seguinte foi a 'Mulheres no Mundo da Tecnologia' com quatro engenheiras eletricistas e uma engenheira de computação. As professoras Juliana Borin, do Instituto de Computação (IC), e Letícia Rittner, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), ambas da Unicamp, junto da pesquisadora Vanessa Testoni, do Samsung Research Brasil e da engenheira Paula Paro Costa, pesquisadora da FEEC e integrante do Programa Mulheres na Engenharia (Women in Engineering) do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).

 

Neste bloco houve a participação on line, diretamente de Washington, da também engenheira eletricista Clarissa Loureiro que é presidente do IEEE Wie-Unicamp, debatendo os desafios, interesses e motivações de mulheres em carreiras de ciências exatas, engenharias e computação no Brasil. Paula Costa destacou as estatísticas referentes à participação de mulheres em carreiras de ciências exatas e apontou, a partir de dados do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, no ano de 2010, que na Física a participação das mulheres alcança 20%, na engenharia aeroespacial atinge 22%, na engenharia mecânica chega a 14%; nas engenharias naval, oceânica e elétrica atingem apenas 13%. Tais indicadores não revelam modificações significativas, mostrando que é baixa a presença das mulheres nestas áreas.

 

Coisa de menina

 

Letícia Rittner e Juliana Borin destacaram que pesquisas realizadas com jovens, em fase de escolha de carreira profissional, apontaram duas razões que os influenciam: primeiro o incentivo das mães e o papel destas na educação dos filhos; segundo os professores e a capacidade destes em identificar habilidades de aprendizado nas crianças. Vanessa Testoni, da Samsung, aprofundando o papel das mães na escolha profissional dos filhos declarou “mães nunca digam para seus filhos que a mamãe ajudará nas tarefas da escola, mas matemática é com o papai”. Isto cria esteriótipos de que raciocínio lógico e matemático não é coisa de mulher. Clarissa Loureiro declarou que a engenharia pode ser usada para ajudar pessoas. Ela como pesquisadora de sistema com aplicações na área médica precisa entender muito de biologia para desenvolver aplicações que tratem doenças como o câncer, por exemplo.

 

A mesa de tecnologia trouxe uma mensagem importante: “Engenharia também é coisa de menina”, como sugere Vanessa. Ainda, atividades lúdicas e inserção do conhecimento computacional na rede municipal de ensino, incentivando professores a partir de novos conhecimentos para que estes repassem aos seus alunos, pode ser uma importante política educacional.

 

O seminário encerrou com a 'Palestra Magna', ministrada pela convidada de honra, Heloísa Covolan, coordenadora de Responsabilidade Social de Itaipu Binacional e vice-presidente do Pacto Global Brasil. Ela destacou a necessidade de fortalecer os organismos de gestão de políticas públicas para as mulheres, e incentivou a ampliação da participação feminina nos espaços de poder e decisão. Ainda, sugeriu a implementação de formas de combater a violência contra a mulher – Patrulha Maria da Penha, prevenção de violência contra presidiárias e humanização das condições de cumprimento da pena; a criação de programas de empreendedorismo e economia solidária para a mulher; a atenção à saúde, sobretudo, o atendimento integral aos principais agravos ginecológicos e às mulheres com câncer de mama e útero; e programas de inclusão da igualdade de gênero nas escolas e empresas.


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Crédito: Carlos Bassan

Foto: Rossilho fala à plateia | Crédito: Carlos Bassan

Rossilho fala à plateia

Crédito: Carlos Bassan

Foto: Participantes do evento | Crédito: Carlos Bassan

Participantes do evento