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EMDEC divulga índice de acidentes de trânsito na cidade


04/07/2012 - 18:30

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Gilson Rei

 

Os motociclistas estiveram envolvidos em 55% das mortes no trânsito de Campinas em 2011. Ao todo, 147 pessoas perderam suas vidas em acidentes no ano passado, sendo 81 em ocorrências que envolveram motocicletas.

 

Das 81 mortes em acidentes com motos, 69 mortes foram de ocupantes de motocicletas, 12 pedestres foram atropelados por motociclistas. As demais mortes no trânsito de Campinas envolveram veículos diversos (exceto motocicletas), sendo 24 pessoas em acidentes e 42 pedestres atropelados.

 

No geral, o número de mortes aumentou 41,3% em 2011, comparado ao ano anterior. Em 2011 foram 147 mortes no município, contra 104 mortes em 2010.

 

A participação dos motociclistas cresce a cada ano na estatística de mortes na cidade. Em volume, os motociclistas tiveram uma participação de 22% nos acidentes de 2011. Campinas registrou 17.818 ocorrências no ano passado, das quais 3.913 com o envolvimento de motociclistas. Já em 2010, os motociclistas responderam por 21,24% dos acidentes fatais e, em 2009 tiveram participação de 20,82%.

 

Estas informações fazem parte dos estudos e avaliações do caderno "Acidentes de Trânsito em Campinas – 2011", elaborado com estatísticas da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) e divulgado pelo secretário municipal de Transportes, André Aranha Ribeiro, nesta quarta-feira, 4 de julho.

 

Os dados que constam no caderno, segundo o secretário, serão úteis na definição de políticas e investimentos da EMDEC para os próximos anos. A partir destas informações, novas ações serão desencadeadas nas áreas de operação, fiscalização, engenharia e educação, atualizando os projetos de expansão da cidade.

 

"A frota está crescendo, principalmente de motos, e o crescimento da acidentalidade reflete isso, envolvendo motociclistas e pedestres", disse. "Os dados colhidos criam um banco de dados importante como subsídio para traçar metas de redução de acidentes", afirmou o secretário.

 

"É importante que haja a ação conjunta entre engenharia, educação e fiscalização, tendo sempre como enfoque principal o da preservação da vida, a redução da severidade nos acidentes e a diminuição das ocorrências no trânsito", disse.

 

Um dos motivos deste volume elevado de mortes sobre duas rodas em Campinas está relacionado ao crescimento espantoso da frota de motocicletas. No período de 1995 a 2011, a frota cresceu 326,8%, passando de 27 mil motos em 1995 para 115,2 mil no ano passado.

 

Na última década (de 2001 a 2011), o crescimento da frota de motocicletas foi de 166,8 %, passando de 43,1 mil para 115,2 mil no período. Em apenas um ano, de 2010 a 2011, o número de motos nas vias evoluiu 9,3% - uma taxa quase dez pontos percentuais superior à taxa de crescimento da população de Campinas, que apresenta a média 1,2% ao ano.

 

Vale destacar que em 2011, a frota de motocicletas representou 14,7% da frota geral de veículos em Campinas e que em 2001, dez anos atrás, a frota de motocicletas representava 9,2% do total.

 

ACIDENTES ESTÁVEIS X FROTA CRESCENTE

 

Apesar dos números alarmantes de vítimas fatais entre os motociclistas, os índices gerais de acidentes mantiveram-se estáveis em Campinas nos anos de 2011, 2010 e 2009, que girou em torno dos 17,8 mil acidentes.

 

Vale destacar que este volume de acidentes se manteve no mesmo patamar, mesmo com o aumento constante da frota de veículos da cidade, que apresentou um crescimento de 7% ao ano.

 

"Isto comprova a eficiência das ações de educação, engenharia e fiscalização da EMDEC no trânsito, que coibiu o desrespeito às leis, principalmente entre os motoristas de carros de passeio e veículos públicos e comerciais", disse Ribeiro.

 

Com a obediência às regras de trânsito, o número de acidentes ficou no mesmo volume nos últimos três anos, entre 2009 e 2011. No ano passado, ocorreram 17.818 acidentes no trânsito em Campinas, um registro 0,67% superior a 2010, que totalizou 17.700 acidentes.

 

Estes números são bastante semelhantes também ao verificado no ano de 2009, que somou 17.890 acidentes, um volume 0,4% superior ao índice do ano passado.

 

Ao mesmo tempo em que os índices de acidentes estacionam, a frota da cidade seguiu no sentido contrário e apresentou taxa média de crescimento de 7% ao ano. Em 2009, a frota totalizou 684,5 mil veículos; saltou para 733 mil veículos em 2010 e chegou a 782,2 mil veículos no ano de 2011.

 

A frota de veículos de Campinas deverá ultrapassar o número de habitantes entre os anos de 2019 e 2020, exatamente daqui a sete anos. A projeção tem como base a continuação da taxa anual de crescimento da frota e da população de Campinas, medidas no período de 1995 e 2011: que são de 5,14% ao ano e 1,15% ao ano; respectivamente.

 

TAXA DE MOTORIZAÇÃO

 

Outro fator que contrasta com os índices estacionários de acidentes na cidade: a taxa de motorização de Campinas, que corresponde ao número de veículos distribuídos entre os habitantes da cidade.

 

A taxa de motorização de Campinas cresce em ritmo bastante acelerado. No ano de 2011, estabelece 1 veículo para cada 1,39 habitantes, uma das mais altas taxas do País. Em 2010 a taxa estava 1 veículo para cada 1,47 habitantes e no ano de 2009 estava em 1 veículo para cada 1,56 habitantes.

 

Esta taxa de Campinas em 2011 é semelhante à taxa de Curitiba (que está em 1,34) e supera as taxas de cidades como Goiânia (1,41); Ribeirão Preto (1,44); São Paulo (1,71); Porto Alegre (1,93); Brasília (1,96); Guarulhos (2,53); Recife (2,86); Rio de Janeiro (2,90); Fortaleza (3,15); e Salvador (3,88).

Crédito: Divulgação

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