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Preservar vidas humanas é principal objetivo da Operação Verão


13/03/2012 - 11:00




Tiago de Souza

 

Foi nossa melhor atitude preventiva. Sem as demolições prévias realizadas no conjunto das ações da Operação Verão, Campinas enfrentaria sérios problemas na temporada de chuvas intensas”. Assim o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, define a importância das demolições preventivas realizadas pela Prefeitura.

 

Na Operação Verão 2011/2012 – iniciada em 1º de novembro do ano passado com duração até 30 de abril de 2012 –, a Prefeitura, por meio das secretarias de Habitação, Serviços Públicos e Defesa Civil, já realizou 49 demolições preventivas de moradias previamente condenadas.

 

Furtado não tem dúvida sobre a importância das ações: "“Preservar vidas humanas sempre será o objetivo principal dos trabalhos realizados durante a Operação Verão e é isso que estamos sempre buscando". Ele explica que o mecanismo permite tomar providências imediatas diante de ocorrências registradas em função das fortes chuvas comuns nesse período.

 

A demolição preventiva realizada pela Prefeitura acontece quando um temporal atinge a cidade e vistorias em moradias em situação de risco iminente são realizadas. Constatado o comprometimento da estrutura da moradia em função das chuvas, o local é interditado, a família é encaminhada ao Programa Auxílio Moradia e o imóvel é demolido para evitar tragédias.

 

Campinas exporta modelo

 

Após a demolição do imóvel, a Prefeitura encaminha a família para o Auxílio Moradia, programa pelo qual o poder público municipal se compromete a auxiliar a família no pagamento de um aluguel social, com a contribuição mensal de R$ 480,00 até que seja oferecido à família uma solução habitacional digna.

 

Esse modelo de ação foi adotado por diversas cidades e até alguns estados pelo país. Na maior tragédia natural da história do Brasil, a que ocorreu ano passado nas cidades serranas do estado do Rio de Janeiro, a solução encontrada após o ocorrido foi a já realizada por Campinas desde 2005. Campinas não têm mortes registradas em função de situação de risco habitacional desde 2003.

 

Fomos palestrantes em encontros nacionais de Defesa Civil e realizamos treinamentos durante o ano onde sempre aparecem dezenas de cidades interessadas na nossa atuação. Esse saldo, até o momento positivo, só aumenta nossa responsabilidade junto à população, que espera sempre um serviço ágil e digno por parte da Defesa Civil”, diz Furtado.

 

Prevenção

 

Além da demolição de moradias em risco iminente, a Defesa Civil trabalha com outras diversas frentes para evitar transtornos nas temporadas de chuvas intensas. A principal delas é a realização de visitas de orientação às famílias que vivem em locais que possam passar por transtornos após chuvas fortes. Já foram 22 mil moradias visitadas nas 75 áreas de risco existentes atualmente em Campinas.

 

Outra ação importante é o monitoramento 24 horas das condições do tempo e aproximação de temporais à Campinas, feitas por meio de observação de imagens de satélites e radares meteorológicos.

 

A Defesa Civil ainda mantém funcionários junto à Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp) para vistoria de vias – e para possibilitar rápidas interdições dessas vias que possam oferecer riscos –, obras de infraestrutura em rios e córregos da cidade, monitoramento aéreo de açudes e medidores de níveis de água em pontos estratégicos.

 

É uma cadeia de ações e de profissionais de todas as esferas do setor público municipal trabalhando com o norte de evitar que tragédias ocorram na cidade no período de chuvas. O trabalho integrado entre os diferentes atores públicos é essencial para o sucesso da nossa ação”, explica Sidnei.

Crédito: Foto: Divulgação

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