Logotipo da Prefeitura Municipal de Campinas
 

Guia de Arborização Urbana de Campinas

O Guia de Arborização Urbana de Campinas tem por objetivo orientar e fornecer base técnica para dar suporte efetivo à Lei de arborização urbana do município de Campinas

Técnicas de manutenção e podas de árvores

Poda e condução


Podar é eliminar os ramos de uma planta. É uma operação que exige ao mesmo tempo arte, ciência e técnica, evitando sua mutilação. A poda traz benefícios às plantas e aos homens. Quando a poda é aplicada em árvores ornamentais, visa a harmonizar o espaço com a planta. Na condução das árvores e dos arbustos, o que se pretende é a manutenção das formas das plantas, intervindo a cada vez que nelas ocorreram anormalidades, sendo mais comuns o crescimento desordenado da ramagem, a ocorrência de pragas e doenças e o secamento dos ramos.

A poda é uma prática que passou a ser de uso corrente e aplicada em árvores de rua e como consequência da falta de planejamento na arborização urbana e nos plantios incorretos é comum encontrar árvores com copas e raízes mutiladas, a título de promover o livre uso dos equipamentos públicos, notadamente as redes subterrâneas e de fiação aérea.

A aplicação da poda deve ser feita nos ramos de uma árvore, com o objetivo de reduzir o seu ritmo de desenvolvimento e direcionar seu crescimento. A prática é necessária à manutenção das formas das plantas, às vezes aplicada como única opção técnica para a recuperação de espécimes importantes.

A questão da coexistência entre árvores, equipamentos e serviços públicos tem caráter universal, sendo imprescindível seu emprego com vistas a atender as finalidades estética, arquitetônica, fitossanitária e principalmente funcional.

Competências de sua aplicação


As vias, praças, os bosques e logradouros de uma cidade são bens do patrimônio público, de uso comum a todos os cidadãos. A arborização do sistema viário está disciplinada pela Lei n. 11.571 de 17 de junho de 2003, que discorre sobre o plantio e a manutenção de adubações, regas, controle de pragas e doenças etc., inclusive reposições de plantas, sob a competência do poder público municipal, cabendo esses cuidados à prefeitura através do setor competente. O munícipe, entretanto, pode solicitar ao órgão responsável pela arborização urbana autorização para realizar intervenções por meio de prestadores de serviços conforme explicitado no artigo 7º.

Finalidades da aplicação de poda em árvores e arbustos


Quando a poda é aplicada nas árvores ornamentais, tem-se por finalidade o direcionamento do crescimento da planta, a redução do ritmo de desenvolvimento dos ramos, o arejamento da copa como prevenção fitossanitária, a manutenção da regularidade dos fenômenos de floração e frutificação e, por fim, sua compatibilização com os equipamentos públicos, tendo em vista uma coexistência pacífica.

As intervenções de corte na parte aérea de arbustos normalmente têm a finalidade de renovação anual das plantas ou manutenção de sua forma. Das palmeiras somente podem ser retiradas folhas secas ou caídas. Submetido ao corte, o caule das palmeiras, denominado estipe, não se regenera.

Cada espécie de árvore tem suas características inerentes como sistema radicular, caule, copa, ramagem, diâmetro e forma da copa, as quais devem ser mantidas mesmo sob aplicação de cortes.

Intervenções em raízes


Embora existam diferentes tipos de sistema radicular, as raízes têm duas funções principais: a função estabilizadora, sendo à base de sustentação de toda a parte aérea das plantas, e a função alimentadora, retirando do solo a água e os minerais essenciais aos processos de crescimento e reprodução.

O plantio de mudas de árvores em calçadas requer covas de dimensões adequadas ao desenvolvimento de suas raízes evitando que as mesmas aflorem e causem danos às áreas construídas. O corte das raízes superficiais desestabiliza as árvores e as tornam vulneráveis à queda.

Fatores condicionantes à aplicação de poda


A aplicação de algum tipo de poda exige respeito aos seguintes fatores condicionantes: a espécie, a idade, o estágio de desenvolvimento da planta, sua arquitetura, a época e a intensidade da poda.

A espécie


Cada árvore pertence a uma determinada família, gênero e espécie botânica. Devido às inerentes características morfológicas e fisiológicas de cada espécie, nem todas resistem ao corte da sua ramagem, apresentando reações adversas que podem conduzir ao seu secamento e à sua morte. É importante conhecer o comportamento das espécies.

O plantio de árvores cujas copas têm formas típicas tais como a colunar, cônica ou piramidal, ovalada, umbeliforme, deve ser criteriosamente analisado, pois essas formas não devem ser descaracterizadas com a poda.

Toda árvore tem um eixo de crescimento denominado de ramo líder. Com exceção das coníferas e das árvores de copas típicas, o corte do líder resulta na redução do ritmo de desenvolvimento das plantas.

Palmeiras de estipe único não aceitam a poda. As entouceiradas aceitam a eliminação de alguns estipes.

Idade da planta


Nos viveiros de produção, as mudas normalmente no período juvenil passam por processo de condução específica dependendo da finalidade de seu plantio.

As árvores são consideradas adultas com a primeira floração.

Nesse estágio de desenvolvimento, quando submetidas à poda orientada, respondem favoravelmente à intervenção.

Época de se proceder à poda


Durante as estações do ano, a cada ciclo produtivo das árvores, podem ser identificadas três fases:

  • repouso vegetativo - é a fase de menor atividade metabólica quando as árvores de folhas caducas perdem suas folhas.
  • período vegetativo - quando mudam as condições ambientais, ocorre intensa atividade de produção e renovação de ramos e folhas.
  • reprodutiva - ocorre o surgimento de flores, frutos e sementes, após o que se segue o repouso vegetativo.

Existem três grupos de plantas:

  1. Espécies de folhas caducas, com repouso vegetativo verdadeiro - perdem as folhas no outono-inverno, seguindo-se à fase vegetativa.
  2. Espécies de folhas caducas com repouso vegetativo aparente - perdem suas folhas no outono-inverno, seguindo-se à produção de botões florais.
  3. Espécies de folhagem persistente - a renovação das folhas dá-se ao longo do ano.

A época mais apropriada para aplicar-se a poda é após a florada se não houver interesse nos frutos e nas sementes, com exceção das espécies que apresentam repouso vegetativo verdadeiro, para as quais se recomenda a poda no outono-inverno quando estão sem folhas.

Rigor ou intensidade da poda


O rigor ou intensidade da poda é o que determina a quantidade de ramos a ser eliminada por ocasião da poda. A quantidade de ramos que pode ser retirada de uma árvore numa primeira intervenção é de aproximadamente 30% do volume de sua copa. Essa redução em anos seguintes deve atender às necessidades constatadas, uma vez que a retirada sucessiva de grande volume de ramos pode levar a planta ao definhamento e morte.

Tipos de poda aplicados em árvores urbanas


Diferentes tipos de poda são aplicados às plantas, visando a compatibilizar seu emprego na arborização urbana.

Poda de formação


Nos viveiros, as mudas devem ser conduzidas num sistema de haste única, ereta, com altura mínima de 2 metros, através de desbrotas sucessivas.

A base da futura copa, contendo em média 3 a 5 pernandas, é obtida através do desponte e também da desbrota.

Mudas em viveiro de espera, produzidas para plantio em calçadas.

Poda de condução


Quando jovem, ainda é possível corrigir o desenvolvimento anormal de uma muda já plantada, através de uma poda de condução. Visa-se com esse método corrigir a planta em seu eixo de crescimento e elevar a altura da copa até uma altura compatível com o trânsito de pessoas e de veículos. Dentro de certos limites, esse tipo de poda pode ser aplicada em árvores adultas, tanto para melhorar a sua arquitetura e aeração, quanto para ampliar os níveis de iluminação noturna das ruas.

Podas drásticas, um mal necessário?


São consideradas podas drásticas as denominadas “poda de rebaixamento de copa” e a “poda em furo ou em vê”, aplicadas nas árvores com vistas a evitar sua interferência na fiação aérea, na iluminação e mesmo nas construções.

Se aplicadas com critério até uma determinada fase do crescimento e respeitando-se todos os fatores anteriormente mencionados, esses tipos de poda amenizam, mas não solucionam o problema.

A aplicação de seguidas podas drásticas, realizadas com o propósito de “se livrar da inconveniência e interferência dos ramos por um longo período de tempo”, nem sempre atinge esse objetivo, como também estimula ainda mais a brotação e pode conduzir ao secamento e morte.

Tanto na poda de rebaixamento como na poda em “vê”, o que interessa é intervir o menos possível na planta, eliminando-se o menor volume de ramos. Assim, numa árvore adulta, quanto mais elevada a altura dos cortes, menor é seu crescimento durante o ciclo anual e por consequência, maior sua vida útil.

Portanto, esses tipos de poda podem ser utilizados apenas em casos de extrema necessidade.

Voltar ao Topo ▲

Fatores a serem considerados no planejamento da arborização urbana

Praças e parques públicos


Na implantação de praças e parques existe maior liberdade de trabalho, pelo menor número de restrições impostas. O planejamento é feito com base no espaço disponível e no tipo de uso a ele destinado. Por se tratarem, normalmente, de espaços maiores, mais abertos, com menor interferência de elementos construtivos, as opções de uso da vegetação são múltiplas. São utilizadas não só espécies arbóreas, como de todos os outros grupos de plantas.

Para esses espaços, a elaboração de projetos é obrigatória. Atualmente, com a política de adoção de áreas públicas, que tem contribuído muito com a implantação e manutenção de áreas verdes, faz-se mister que a implantação de novas áreas ou mesmo a reforma das existentes, pela iniciativa privada, também seja feita através da apresentação de projeto, que deve ser avaliado e aprovado pelo órgão municipal competente.

Arborização de ruas e avenidas


Fatores físicos inerentes ao local


Para uma arborização adequada, o porte das árvores deve necessariamente estar em sintonia com o espaço disponível, delimitado, horizontalmente, pelas larguras de ruas e calçadas e pela existência ou não de recuo das construções e, também, verticalmente, pela presença ou não de redes aéreas e subterrâneas.

Não existe uma regra a ser seguida, mas espera-se, com o planejamento, compatibilizar o espaço disponível com o porte da espécie escolhida de forma que evite problemas futuros.

Largura das ruas, calçadas e canteiros centrais


Mais importante que a largura das ruas é a largura das calçadas, onde é feito o plantio das espécies e, portanto, onde ocorre a maior interferência.

  • Ruas e calçadas estreitas: consideram-se como estreitas as ruas com menos de 8 (oito) metros de largura e calçadas menores de 3 (três) metros. Nesse caso, se as construções não apresentarem recuo, não é recomendado o plantio de árvores. Com recuo, recomendam-se árvores de pequeno porte com copas de reduzido volume.

  • Ruas e calçadas de tamanho padrão: ruas e calçadas com 8 m e 3 m de largura, respectivamente. Nessas condições, poderão ser plantadas árvores de pequeno e médio porte.

  • Ruas e calçadas largas: consideram-se como largas as ruas com 8 (oito) metros de largura ou mais e calçadas que tenham mais de 3 (três) metros. Nessas condições, o plantio de árvores de médio porte é recomendado mesmo quando não há recuo de construções. Havendo recuo, poderão também ser utilizadas árvores de grande porte.

  • Avenidas com canteiro central: os canteiros centrais de avenidas podem ser utilizados para o plantio de árvores desde que tenham mais de 1 (um) metro de largura e estejam livres de redes aérea e/ou subterrânea. Nesses canteiros podem ser utilizadas árvores e mesmo palmeiras de porte alto, desde que sua copa seja conduzida para permitir livre passagem ao trânsito.

Duas situações de canteiro central, um largo com árvores de maior porte e outro estreito com palmeiras.

Recuo das construções


O recuo das construções e sua altura também são dados importantes na delimitação do espaço disponível ao crescimento das árvores. Quando as construções não possuírem recuo, se deve evitar as espécies de grande porte, pois podem prejudicar a insolação nos imóveis, causar problemas de segurança e oferecerem perigo de queda, entre outros.

Redes aéreas e subterrâneas


As árvores devem ser plantadas e conduzidas de forma a não prejudicar os serviços disponibilizados pelas redes públicas ou privadas (iluminação, telefonia, água, esgoto, TV a cabo), sejam elas sejam aéreas ou subterrâneas, muito menos oferecer perigo à população. Nos locais onde já existe arborização ou árvores isoladas, os projetos de instalação dessas redes deve respeitar a integridade das árvores já existentes. Onde ainda não existe arborização, deverá ser elaborado de forma integrada com os órgãos envolvidos.

Tipo de tráfego


O tipo de tráfego, ou seja, a movimentação dos veículos e sua natureza, assim como a mudança de traçado viário da cidade, destinando espaços maiores ou menores às árvores urbanas devem ser avaliadas para a escolha das espécies e seu porte.

Para vias onde transitam caminhões ou ônibus, as árvores devem ser plantadas suficientemente afastadas do meio fio, se a largura da calçada ou canteiro assim permitir, para evitar danos aos galhos que se expandem em direção à rua, permitindo-se o livre trânsito.

Não é aconselhado o plantio em calçadas:

  • Quando a rua não tiver passeio público definido pelas guias;
  • A menos de 2 (dois) metros de caixas de inspeção e bocas de lobo;
  • A menos de 3 (três) metros de hidrantes, observando-se ainda o sistema radicular característico de cada espécie;
  • A menos de 2 (dois) metros de entrada de veículos;
  • A menos de 10 (dez) metros de cruzamentos de vias sinalizadas por semáforos;
  • A menos de 4 (quatro) metros de postes e transformadores;
  • A menos de 5 (cinco) metros das esquinas;
  • Sobre qualquer tubulação ou equipamento subterrâneo que esteja a menos de 1 (um)metro de profundidade;
  • Em locais onde pode obstruir a visão de placas de identificação e sinalização de trânsito.

Conforme o Código de Obras do Município e outras leis que tratam dos passeios públicos, o local destinado para o plantio das mudas de árvores deve ser respeitado. Segundo a NBR 9050/94, o espaço livre mínimo para trânsito de pedestre em passeios públicos deverá ser de 1,20 m.

Critérios para a escolha da vegetação


Na implantação de praças e parques existe uma liberdade grande na escolha da vegetação a ser empregada, definida principalmente pelo espaço e pelo tipo de uso a ele destinado. Muitas espécies não indicadas para a arborização de ruas e avenidas têm aí sua oportunidade de uso, como as árvores de grande porte, frutíferas em geral, além dos arbustos e das plantas herbáceas mais exigentes em manutenção.

Na arborização dos passeios públicos, como o próprio nome sugere, são as árvores as mais utilizadas, não só pelas qualidades plásticas como pelo porte e pela forma de suas copas. A presença de tronco (caule único) e o porte avantajado em relação aos outros grupos de plantas são características que definem a sua utilização. Palmeiras com caule (estipe) único e sem espinhos e arbustos de grande porte, conduzidos na forma de arvoretas, com único caule e copa levantada, também são comumente empregados.

O conhecimento profundo das espécies selecionadas no que diz respeito aos seus problemas de cultivo, às suas necessidades de clima e solo, aos aspectos de sua manutenção, à velocidade do seu desenvolvimento, assim como as suas qualidades plásticas, como a forma, textura e cor de cada uma das suas partes visíveis (caule, copa, folhas, flores e frutos) é fator determinante na escolha da vegetação.

Características gerais a serem consideradas para a arborização viária


Para que se prestem à arborização de ruas e avenidas, as plantas devem apresentar algumas características favoráveis, como forma de se evitar problemas posteriores, como a necessidade de podas drásticas ou de eliminação de exemplares já formados. Entre as características desejáveis incluem-se:

  1. Rusticidade - as espécies escolhidas devem ser capazes de se adaptar às condições de clima e solo da região, assim como às condições adversas do meio urbano. Também devem ser resistentes ao ataque de pragas e doenças, uma vez que o controle desses ataques pode ser difícil e oneroso, muitas vezes inviável pelo perigo que oferece à população;


  2. Sistema radicular profundo - quando superficiais as raízes prejudicam o revestimento das calçadas, causam problemas no trânsito de pedestre e podem comprometer edificações e canalizações subterrâneas;


  3. Desenvolvimento - a velocidade de crescimento da planta está muito associada à consistência do lenho. Plantas que crescem muito rápido frequentemente apresentam lenho frágil e se quebram com facilidade pelo vento. As podas, quando necessárias, são mais frequentes também;


  4. Copa - a altura da planta, assim como o diâmetro e a forma da copa, quando na fase adulta, devem ser considerados como forma de evitar podas futuras que, além do custo, na maioria das vezes comprometem a forma original da espécie. Deve ser de tamanho comedido para não prejudicar as fachadas das construções nem o trânsito de pedestres e veículos, estando a uma altura mínima de 2,5 metros. Copas mais adensadas e com folhagem permanente são mais indicadas para locais que requerem maior sombra. Copas ralas, ou mesmo com folhagem caduca, permitem maior penetração de sol, muitas vezes necessária;


  5. Troncos e ramos - devem ser desprovidos de espinhos e resistentes para não quebrarem facilmente com a ação do vento ou com o peso da ramagem;


  6. Folhas - folhas decíduas têm o inconveniente de exigirem maior manutenção, principalmente varrição, podendo provocar entupimento de bueiros e calhas;


  7. Flores e frutos - deve-se evitar flores e frutos grandes, pois são ocasionalmente escorregadios ou perigosos quando caem, podendo provocar acidentes com os transeuntes e veículos. Evitar também árvores com flores e frutos de aromas fortes e enjoativos ou que possam manchar carros e calçadas.


  8. Frutos atrativos para fauna nativa são sempre interessantes como forma de assegurar sua sobrevivência. A utilização de espécies frutíferas próprias para o consumo humano é muito controversa, mas aquelas que se encaixam nas características desejáveis são passíveis de serem utilizadas, respeitando a segurança da população. Evitar utilizá-las em canteiros de avenidas com muito tráfego, onde a travessia de pedestres para apanhá-las ou mesmo a queda dos frutos possam acarretar acidentes.


  9. Princípios tóxicos ou alérgicos - não utilizar espécies que possam causar esse tipo de reação.


Ao se considerar todos esses aspectos se torna difícil encontrar a espécie perfeita e, portanto, a mais indicada. Elas sempre apresentarão qualidades desejáveis e indesejáveis. Para a escolha deve-se ponderar os prós e os contras.

Formato da copa


A forma da copa, a disposição dos ramos e folhas, o tipo de desenvolvimento do sistema radicular, assim como outras características morfológicas, são específicas para cada espécie vegetal. Como forma da copa entende-se o delineamento ou linha de contorno da planta. Assim, temos espécies com copas do tipo arredondada, elíptica, piramidal, colunar, horizontal, irregular, pendentes, entre outras.

Quando se escolhe uma árvore para uso na arborização urbana procura-se respeitar as características morfológicas da espécie, de acordo com seu padrão de crescimento e procurando manter sua forma característica, que muitas vezes traduz o interesse paisagístico da espécie. Nesse sentido, a preocupação com a formação das mudas, ainda no viveiro, assim como com a condução e contenção das plantas se redobra. Como a poda é uma exigência natural na condução das árvores plantadas em calçadas, é preciso evitar o uso daquelas que possam se descaracterizar pelo seu efeito.

Espécies com copas piramidal e colunar, por exemplo, não devem ser utilizadas sob fiação aérea, para se evitar podas futuras que possam comprometer a forma natural de suas copas, deformando-as completamente. Espécies com copas arredondadas ou horizontais, se podadas, normalmente retomam a forma natural com o tempo.

Altura e porte


Como porte considera-se a silhueta da planta como um todo, ou seja, o conjunto definido pelo diâmetro e pela forma da copa e a altura da planta.

Assim, quando se recomenda que a espécie tenha “porte adequado ao espaço disponível”, definido tanto pelo espaço horizontal quanto o vertical, tem-se que considerar outros fatores que não só a altura da espécie. O conhecimento da altura que as espécies arbóreas atingem, na sua fase adulta, é fundamental quando se trabalha sob fiação aérea.

Quanto à altura, as árvores podem ser classificadas como:

  • Baixa até 5 m de altura
  • Média de 5 a 10 m de altura
  • Alta mais de 10 m de altura

Diversidade de espécies


O uso de espécies nativas na arborização urbana, como um todo, é insignificante a despeito da riqueza de nossa flora. As causas de tal situação são a questão cultural de valorizar o que é exótico e o desconhecimento das nossas espécies. Estima-se que mais de 80% das árvores cultivadas nessa condição sejam exóticas.

A valorização das espécies exóticas advém dos bons resultados observados nos outros países, principalmente quanto à qualidade da arborização urbana, da necessidade que muitos imigrantes têm de trazerem referências de suas cidades de origem e da admiração que despertam nos turistas as formas e as cores das árvores, geralmente bastante diferentes das que ocorrem aqui em nossas matas.

O desconhecimento de nossas espécies não é simplesmente o de sua identidade botânica. Quase não possuímos informações sobre a fenologia, a germinação de sementes, a condução de mudas, o transplante, a forma, o porte das copas e o sistema radicular. Já a maioria das sementes de espécies exóticas introduzidas é oriunda de árvores utilizadas na arborização urbana de diferentes países e passaram por um processo de domesticação. Em muitos casos houve, inclusive, o melhoramento genético, selecionando os indivíduos mais adaptados às condições urbanas. Observa-se, também, que muitas espécies nativas que vêm sendo utilizadas na arborização urbana passaram por domesticação empírica realizada por jardineiros, nos viveiros produtores de mudas e nas ruas e avenidas.

O emprego de espécies nativas deve ser incentivado com o intuito de conservação de espécies, principalmente em Campinas, cujo território apresenta baixa porcentagem de áreas naturais (2,5%). As espécies nativas são melhores adaptadas ao solo, ao clima, às pragas e às doenças que ocorrem na sua região de origem e servem de alimentação e abrigo para a fauna.

Muitas espécies exóticas também são adaptadas e grande parte da fauna é oportunista e se beneficia dessas.

É recomendada a criação de novos bosques na área urbana, preferencialmente com espécies nativas, visando à formação de corredores, ligando-os com os da área rural, objetivando o fluxo gênico da flora e da fauna. Os corredores devem ser planejados em função da possibilidade de parte da fauna migrar para a área urbanizada e, dessa forma, evitar conflitos como a invasão de roedores, répteis, entre outros, nas áreas construídas, além de acidentes, com os animais, pessoais e materiais. A arborização viária pode conter espécies nativas e exóticas; o importante é que haja diversidade e que sejam adequadas para tal propósito. Próximas às matas naturais deve-se evitar espécies exóticas que produzem propágulos invasores.

Distribuição das árvores


As ruas da cidade, por suas características físicas próprias, requerem diferentes planos de arborização, tanto em termos das espécies selecionadas para o plantio como da sua distribuição nas calçadas. As árvores podem ser distribuídas nas quadras urbanas, formando lotes homogêneos de uma mesma espécie, podendo ser intercalados ao longo da rua e/ou mesmo das calçadas. Pode-se plantar uma única espécie por rua ou calçada ou em trechos delas, caso seja muito extensa. Essa distribuição facilita o acompanhamento pós-plantio, nos tratos culturais, e dão um aspecto mais ordenado à urbanização.

Espécies arbóreas recomendadas para utilização em arborização de ruas e avenidas


Algumas espécies arbóreas apresentam determinadas características tanto físicas como biológicas que restringem seu uso nas vias públicas. Por isso devem ser evitadas por motivos de segurança, prevenindo acidentes.

Voltar ao Topo ▲

Arquivo - Guia de Arborização Urbana de Campinas (GAUC)

Plante uma árvore


As árvores são muito importantes, tanto para nossas vidas como para o equilíbrio da natureza. Pesquisas mostram que as árvores trazem muitos benefícios para as pessoas, amenizam a poluição sonora, a poeira, bloqueiam os raios solares, regulam a temperatura, diminuem a velocidade do vento e o impacto da chuva no solo, evitando desastres como enchentes, entre outros benefícios.

Toda a população deve se preocupar com o meio ambiente e uma atitude simples pode mudar a realidade da nossa cidade e do nosso país.

Campinas possui hoje milhares de empresas, entre elas fábricas que poluem o ar, emitindo gases poluidores, além dos automóveis que transitam por toda a cidade. As árvores têm o poder de melhorar o ar que respiramos, pois durante o processo de fotossíntese, uma árvore de grande porte libera até 2 metros cúbicos de oxigênio puro.

Dessa forma, plantar uma árvore no quintal ou na calçada da casa garante muitos benefícios para toda a família e população em geral.

Plantar uma árvore é um procedimento simples, que requer somente boa vontade e dedicação.

A Secretaria Municipal de Serviços Públicos e o Departamento de Parques e Jardins possui um projeto o qual permite que o cidadão campineiro solicite uma muda de árvore para o Viveiro Municipal de Campinas.

Os cuidados com uma árvore plantada devem ser constantes. São necessários alguns cuidados como:

  • Regá-la quando não chover;
  • Protegê-la de crianças, lixo ou animais que podem destruí-la;
  • Sempre atentar-se para o seu crescimento: quando necessário, usar adubo, ou esterco na terra em que a árvore está plantada.

Uma árvore bem cuidada embeleza as ruas e serve de abrigo para animais terrestres e pássaros.

Pense sobre essa ideia, plante uma árvore e contribua para a beleza e para a saúde da sua família e de toda a população!

LIGUE AGORA PARA o DPJ: (19) xxxx-xxxx, para maiores informações e solicitação de mudas de árvore.

Conscientização para adoção de praças


Campinas possui hoje cerca de duas mil praças, distribuídas em todas as regiões do município. Algumas praças possuem espaço para prática de esportes, como quadras, aparelhos de ginástica, vestiários, entre outros. Existem praças em Campinas que não dispõe de opções de lazer, porém necessitam de cuidados. São praças arborizadas, que servem de abrigo para animais terrestres e pássaros, além de proporcionar lazer ao dia a dia dos moradores da região.

A Prefeitura de Campinas permite a adoção de praças em todo o território campineiro. Essa atitude pode ser tomada por empresas e instituições, de preferência que se localizem no mesmo bairro onde a praça está instalada. A empresa que adota uma praça pode divulgar sua logomarca em uma placa a ser instalada no gramado da praça adotada. Assim, a empresa pratica uma ação de cidadania e, ao mesmo tempo, tem a oportunidade de divulgar sua marca.

Ao adotar uma praça, a empresa a mantém em boas condições, cuida de sua preservação, a partir de cuidados diários simples, como disponibilização de lixeiras para descarte de lixos e cuidados com sua manutenção, como plantar novas árvores e solicitar a poda, sempre que necessário, ao Departamento de Parques e Jardins.

5 motivos para se adotar uma praça:

  1. Prática da cidadania e responsabilidade social;
  2. Benefícios e preservação da natureza;
  3. Maior proximidade com a comunidade;
  4. Maior proximidade com a natureza;
  5. Divulgação e visibilidade da marca.

Esse cuidado e trabalho em equipe resulta em um bairro mais arborizado e bonito, uma vizinhança satisfeita com a empresa que se instala naquele bairro e proporciona um auxílio ao DPJ, para a manutenção e conservação de praças.

Entre em contato com o DPJ, pelo telefone (19) 3272-1998 e adote uma praça.

GUIA COMPLETO DE ARBORIZAÇÃO URBANA DE CAMPINAS


Avenida Anchieta, nº 200 – Campinas - SP – CEP: 13015-904 — PABX: (19) 2116-0555 — CNPJ 51.885.242/0001-40

Prefeitura Municipal de Campinas

Prefeitura Municipal de Campinas - © Todos os direitos reservados