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Coordenadoria de Tratamento de Resíduos

Esclarecemos inicialmente que existe uma enorme diferença operacional, com reflexos ambientais imediatos, entre lixão e aterro sanitário

Lixão: Trata-se de descarga de resíduos a céu aberto. É uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. No “lixão” não há controle quanto aos tipos de resíduos depositados. Resíduos domiciliares e comerciais de baixa periculosidade podem vir a ser depositados com os industriais e hospitalares, de alto poder poluidor. A presença de catadores, que geralmente residem entorno ao local, de animais, e a possibilidade de incêndios causados pelos gases gerados pela decomposição dos resíduos constituem riscos associados aos lixões.

Aterro Sanitário: é um espaço destinado à disposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Diferente dos lixões, os aterros sanitários são operados dentro de técnicas de engenharia com normas rígidas que regulam sua implantação. Esses devem possuir um controle da quantidade e do tipo de resíduo, sistemas de proteção ao meio ambiente e monitoramento ambiental, minimizando os riscos de contaminação do solo, da água e do ar por meio de sistemas de drenagem do chorume, de biogás e de águas superficiais, impermeabilização de base, que têm como objetivo impedir a infiltração de líquidos percolados através do solo de modo a dificultar sua chegada ao lençol freático e de compactação e cobertura dos resíduos depositados, preparado assim o terreno para receber uma nova camada de resíduos até que se atinja a cota final do projeto.

As áreas destinadas para implantação de aterros têm uma vida útil limitada e novas áreas são cada vez mais difíceis de serem encontradas próximas aos centros urbanos. Aperfeiçoam-se os critérios e requisitos analisados nas aprovações dos Estudos de Impacto Ambiental pelos órgãos de controle do meio ambiente; além do fato de que os gastos com a sua operação se elevam, com o seu distanciamento. Com essas desvantagens, a instalação de Plantas de Tratamento de Resíduos devem ser planejadas e avaliadas, especialmente pela implantação da indústria da reciclagem, que ganha cada vez mais força; o que vem levando nossa cidade a ampliar a atuação e abrangência do programa de coleta seletiva e iniciar estudos para implantação do melhor Plano Gestor, adequado ao tratamento dos resíduos sólidos domiciliares; potencializando a reciclagem e com progressiva diminuição da necessidade de aterramento sanitário.

Para a implantação de um aterro sanitário deve-se considerar ainda os pontos descritos a seguir:

  • O local selecionado para implantação de aterros deve possuir características que permitam controlar os riscos de contaminação da água, do ar e do solo;
  • Ter localização que permita maior racionalização do transporte do lixo coletado em todo município;
  • Ser dotado de amplitude e topografia dominante que possibilite sua utilização por período razoavelmente longo, a fim de amortizar os investimentos necessários à implantação do aterro sanitário;
  • Deve dispor de facilidade e possibilidade de múltiplos acessos;
  • Ser, de preferência, local de baixo valor de aquisição, mas que conte com sistema de serviços públicos próximos, tais como: rede elétrica, de água e de telefone;
  • Ser suficientemente afastado de áreas de urbanização consolidada, a fim de poupar a população do desconforto visual e de riscos à saúde pública, conservando, no entanto, relativa proximidade dos centros de coleta de lixo;
  • Ser suficientemente afastado de poços e pontos de captação de água destinadas ao abastecimento público e não se situar em área de preservação ambiental (APA);
  • Ser suficientemente afastado de aeroportos devido à presença de aves que podem atingir turbinas de aeronaves;
  • Devem, ainda, ser consideradas as medidas de proteção ambiental e a lei de uso e ocupação do solo, além dos possíveis impedimentos sanitários, econômicos e políticos, que possam eventualmente ocorrer na escolha da área para fins de aterro sanitário;
  • O aterro deve ser selecionado, preferencialmente, em áreas que necessitam de recuperação, a exemplo de terrenos erodidos, considerando-se também fatores como: oportunidade de desapropriação e facilidade de aquisição.

Compostagem


Contamos com uma unidade de compostagem instalada no Aterro Sanitário Delta A onde são recebidos os resíduos oriundos de podas e galharias, os resíduos orgânicos provenientes da CEASA (frutas, verduras, legumes e flores) e o lodo residual da ETE/SANASA, preparados em pilhas de homogeneização, transferidos para leiras com umectação, controle de temperatura e revolvimento até atingir a bioestabilização, sendo posteriormente peneirado e enviado ao DPJ como recondicionador de solo.

Coordenadoria de Tratamento de Resíduos


Serviços de limpeza urbana

Serviço Descrição Equipamento e pessoal
Operação do Aterro Delta A

Este serviço consiste na disposição final de todo o resíduo coletado no município, obedecendo as seguintes especificidades:
- Pesagem;
- Compactação e cobertura;
- Implantação de drenos verticais (projetados para a condução dos gases formados pelo processo de biodigestão da matéria orgânica até os queimadores) e horizontais (que compõem o sistema de drenagem de líquidos percolados do maciço do aterro);
- Drenagem de águas pluviais que tem o objetivo de recolher as águas de chuva que caírem sobre o maciço, evitando que penetrem em seu interior aumentando o volume do chorume. Este sistema é composto por canaletas, caixas de passagem, travessia de bermas, descidas de talude e colchões reno;
- Estação de acúmulo e equalização do chorume para posterior transferência para tratamento junto a ETE da SANASA;
- Instalação de poços de monitoramento que servem para acompanhar a evolução da qualidade das águas subterrâneas ao longo da operação do aterro;
- Acompanhamento da execução dos trabalhos, respeitando as determinações do projeto básico e constantes no EIA-RIMA;
- Elaboração de relatórios mensais, envolvendo todo o controle operacional e ambiental do aterro;
- Monitoramento geotécnico do maciço de resíduos e das obras de terra complementares através da interpretação das medições efetuadas nos piezômetros e marcos superficiais de deslocamento instalados;

- Ações complementares de: Viveiro de mudas, fauna de convívio e de Educação ambiental (Reciclaterro).

- 7 operadores de máquinas pesadas;
- 20 ajudantes gerais
- 3 tratores de esteira D6;
- 1 sistema móvel de iluminação;
- 7 caminhões basculantes de 12 m3;
- motoristas de caminhão;
- 2 escavadeiras hidráulicas;
- 1 pá carregadeira;
- 2 caminhões irrigadeira;
- 1 retroescavadeira;
- 4 serventes;
- 2 pedreiros;
- 1 técnico ambiental;
- 1 geólogo;
- 2 sapos mecânicos

Recuperação dos Aterros Santa Bárbara e Pirelli

ATERRO PIRELLI:
- Elaboração / aprovação do projeto básico de reabilitação da área;
- Projeto executivo (barreira hidráulica);
- Instalação do piloto de barreira hidráulica;
- Avaliação do piloto de barreira hidráulica;
- Instalação do projeto total de barreira hidráulica;
- Concepção e implantação do projeto de bombeamento do percolado;
- Implantação do projeto de terraplanagem, drenagem de águas pluviais e de percolado;
- Remoção e redisposição de resíduos de áreas externas e internas para a mancha principal do aterro;
- Instalação do sistema de captação de gases;
- Instalação do sistema de drenagem superficial;
- Terraplanagem e cobertura final com paisagismo.

ATERRO SANTA BÁRBARA:

- Monitoramento do sistema vertical green (estrutura de proteção das margens do Córrego Piçarrão com objetivo de eliminar riscos de deslizamentos de materiais do aterro;
- Ampliação e implantação de melhorias no sistema de drenagem (coleta) e armazenamento dos líquidos percolados;
- Relatório sistemático à CETESB, contendo a quantidade e a destinação final do chorume coletado atendendo aos padrões legais de emissão e qualidade estabelecidos no regulamento da Lei 997/76, aprovada pelo Decreto 8.468/76 e Resolução CONAMA 357/05; pelo transporte e tratamento junto a ETE Piçarrão – SANASA;
- Ampliação e implantação de melhorias no sistema de drenagem de gases, eliminando a presença de gases voláteis no entorno do aterro e monitorando os gases da área de influência com apresentação de relatórios sistemáticos à CETESB;
- Cadastramento dos usuários de águas subterrâneas, com análises laboratoriais e notificação da população do entorno quanto a proibição desse consumo;
- Avaliação e investigação de risco para monitoramento dessa área, mantendo em condições adequadas os sistemas de drenagem de águas pluviais, de percolados, de gases e de armazenamento de percolados existentes.

- 2 operadores de máquinas pesadas;
- 3 motoristas e 2 ajudantes gerais munidos do ferramental adequado;
- 3 caminhões basculantes de 12 m3;
- 1 trator de esteira D6 e
- 1 escavedeira hidráulica;
- 1 pá carregadeira;
- 1 retroescavadeira;
1 sapo mecânico e
1 caminhão tanque de 10.000 litros;
1 técnico ambiental;
1 pedreiro;
2 serventes e
- equipamentos necessários para execução dos furos de sondagens rotativas.

Sistema de Compostagem

Sistema de Compostagem – Destina-se a produção de composto orgânico, a partir dos resíduos orgânicos oriundos de podas e galharias resultantes dos serviços de roçada, capina e podas realizadas no município, resíduos orgânicos gerados pela CEASA e lodo proveniente da ETE / SANASA. O sistema de compostagem é operado pelo Consórcio Renova Ambiental, empresa contratada pela PMC, com capacidade para receber diariamente uma média de 80 toneladas de resíduos vegetais.
Etapas do processo:
- Pesagem, descarga e segregação primária que tem por objetivo retirar os materiais inertes prejudiciais aos processos biológicos de decomposição do material orgânico;
- Trituração de galhos que propicia a redução do volume;
- Formação de pilhas de homogeneização que permite a mistura em pilhas equalizando a relação carbono X nitrogênio e aumentando o contato entre as partículas, preparando-as para iniciar o processo de compostagem;
- Formação de leiras aeróbias que são formadas assim que o material atinge condições homogêneas satisfatórias.  Essas leiras são dispostas com altura de aproximadamente 2 m e comprimento máximo de 20 m. Ainda nesta fase, é realizada a segregação secundária de impurezas que são removidas;

- Peneiramento que tem o objetivo de remover as partículas mais grosseiras que poderiam atrapalhar o manejo do composto no momento de sua aplicação. Ocorre assim que os resíduos se encontrem totalmente estabilizados.

1 equipe composta por:

- 2 operadores de máquinas pesadas;
- 3 motoristas de caminhão;
12 ajudantes gerais munidos de ferramental adequado;
- 2 caminhões basculantes de 12 m3;
1 caminhão tanque de 10.000 litros;
- 1 peneira rotativa;
- 2 picadores de galhos;
- 1 escavadeira hidráulica e
- 1 pá carregadeira

Sistema de Tratamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde Este sistema consiste no tratamento de resíduos de serviços de saúde (Classe A), (infectantes e perfuro-cortantes) através do sistema microondas, ou seja, os resíduos são triturados, recebem injeção de vapor d’água e aplicação de ondas eletromagnéticas. Após serem tratados os resíduos são dispostos no aterro sanitário municipal. 1 equipamento com capacidade de 250 kg/hora.
Coleta Industrial Consiste na disposição de resíduos com características domiciliares gerados por indústrias ou comércios, coletados por empresas particulares, no Aterro Sanitário Municipal Delta A. Após cadastramento e aprovação do D.L.U., as empresas são autorizadas a utilizar o aterro, mediante pagamento realizado através de vales adquiridos na Secretaria de Finanças. É aceita apenas a disposição de resíduos com característica domiciliar, não sendo autorizada a disposição de resíduos oriundos de linha de processo, sobretudo os resíduos Classe I – Perigosos.  

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